Mostrar resumo Ocultar resumo
A AXA anunciou um novo plano estratégico para 2027–2029 que põe a Inteligência Artificial no centro da sua meta de crescimento — e promete impacto financeiro concreto já até 2029. Em linha com essa aposta, a seguradora prevê ganhos operacionais significativos e metas de lucro e geração de caixa mais ambiciosas, mudanças que interessam a clientes, investidores e gestores de riscos hoje.
O grupo apresentou o programa batizado de Growing Forward, cuja execução terá a IA como motor principal para modernizar subscrição, atendimento e processos internos, segundo a administração. O anúncio ocorre num momento em que grandes seguradoras europeias aceleram investimentos em tecnologia para ganhar eficiência e quota de mercado.
Thomas Buberl, que teve o mandato renovado recentemente até 2030, deixou claro que a tecnologia traz tanto oportunidades quanto desafios. A AXA estima que as iniciativas baseadas em IA poderão gerar entre 500 e 700 milhões de euros anuais em lucros recorrentes antes de impostos até 2029 — um componente central da nova ambição financeira.
Tomar: autor João Esperança Barroca lança da virose ortográfica
GTA VI surpreende: novo trailer com trilha de Justice e Tame Impala
Ao mesmo tempo, a direção alerta para os riscos associados ao uso da IA, sobretudo no campo da cibersegurança. A empresa defende que a sustentabilidade do mercado de seguros cibernéticos depende de medidas preventivas internas por parte das empresas seguradas, além da própria cobertura.
Do piloto à escala
Patrick Cohen, responsável pela AXA na Europa, afirmou que a organização já deixou a fase de testes e está em processo de industrializar soluções de IA. Ferramentas capazes de resumir longos contratos, automatizar respostas e operar 24 horas por dia em linguagem conversacional são citadas como exemplos práticos dessa transição.

Uma aplicação de reconhecimento e processamento de voz em centros de atendimento teria aumentado a produtividade em cerca de 40% e levado a uma taxa de satisfação dos clientes na ordem dos 92%, segundo dados apresentados pela empresa.
Metas financeiras e impactos
A nova estratégia eleva as projeções financeiras em relação ao ciclo anterior: a AXA espera agora uma taxa de crescimento anual composta do lucro subjacente por ação entre 7% e 9% para 2026–2029, acima da meta anterior de 6%–8%.

- Rentabilidade subjacente sobre capital: alvo de 15%–17% (2027–2029), versus 14%–16% do plano anterior.
- Fluxo de caixa orgânico acumulado: aproximadamente 25 mil milhões de euros ao longo de três anos do novo plano, contra >21 mil milhões projetados entre 2023 e 2026.
- Contribuição esperada da IA: entre 500 e 700 milhões de euros em lucros recorrentes antes de impostos até 2029.
Para investidores, esses números traduzem uma aposta clara em ganhos de eficiência e em maior geração de caixa. Para clientes, a transformação implica respostas mais rápidas e processos automatizados — mas também exige atenção redobrada à proteção contra ataques digitais.
O que muda na prática
Na prática, a coaxialidade entre tecnologia e subscrição deverá alterar como a AXA avalia riscos, precifica apólices e gere sinistros. A empresa aposta que a IA permitirá decisões mais rápidas e alinhadas com o perfil de risco real das carteiras.
Mas a seguradora reconhece que a adoção em larga escala exige controles robustos, investimento em prevenção e acompanhamento regulatório. A combinação entre automação e governança será decisiva para que os ganhos anunciados se concretizem sem aumentar a exposição a fraudes ou erros operacionais.
Em resumo: o plano Growing Forward coloca a AXA numa rota de crescimento sustentado pela tecnologia, com metas financeiras mais altas e ganhos de eficiência tangíveis — assumindo que a empresa consiga gerir os riscos de segurança e governança associados ao uso massivo de IA.












