O concelho de Alcácer do Sal está a comemorar este ano os 800 anos da tomada de Alcácer por D. Afonso II aos mouros.

O volume de nova documentação tem permitido renovar o estudo desta importante urbe que, dominando o rio Sado, soube com a sua sabedoria de séculos efetuar um casamento perfeito entre civilizações e recursos económicos durante vários séculos de existência.

Alcácer do Sal teve sempre um papel indiscutível na reconquista tendo sido a chave principal história medieval portuguesa e na reconquista do resto do Alentejo e Algarve.

O colóquio Internacional “1147-1217 – A fronteira entre conquistas” pretende ser um fórum de debate e atualização da investigação sobre o período que medeia a conquista de Lisboa (1147) e a conquista de Alcácer do Sal (1217), incidindo particularmente na região a sul do Tejo, dando realça a este concelho tendo em conta as comemorações de 1217.

Passados 8 séculos da referida conquista, decidiu em boa hora a comunidade académica, constituída pelo Instituto de Estudos Medievais – FCSH – Universidade Nova de Lisboa, o Gabinete de Estudos sobre a Ordem de Santiago (GEsOS), do Município de Palmela, a que se juntou o CIDEUS da Universidade de Évora, convidar por sua vez 3 municípios, para em conjunto organizarem este encontro científico, aberto a todos os que desejem nele participar.

Os trabalhos académicos terão início em Palmela no dia 19 de Maio. No dia seguinte, a 20 de maio o colóquio desloca-se em peso para Alcácer, onde ficará todo o dia. Ao Município de Alcácer cabe a logística da organização desse dia de conferências, assim como definir um programa paralelo, de modo complementar para deleite de quem por aqui esteja connosco a comemorar os 8 séculos da conquista definitiva de Alcácer.

Um dos momentos altos é o descerramento de placa comemorativa dos 800 anos da conquista de Alcácer do Sal, pelo Presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal, Vítor Proença. Pouco depois podemos apreciar a apresentação da Peça de Teatro – A reconquista e a moura Almira, concluindo-se um dia já longo de atividades e partilhas de conhecimentos, com uma visita à Cripta Arqueológica do Castelo, espaço emblemático do recinto amuralhado e síntese de tudo o que foi dito, ouvido e discutido no âmbito do colóquio.

A comissão científica do Colóquio está convicta de que as comunicações proferidas, por investigadores convidados, de diferentes áreas, desde Medievalistas, Arabitas, Arqueólogos e Historiadores de Arte, poderão proporcionar avanços significativos no conhecimento histórico do período em questão.

 

Consulte o Poster com o programa :

 

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