Os deputados do CDS-PP, Nuno Magalhães e Isabel Galriça Neto, questionaram o Ministro da Saúde sobre a alegada falta de condições de transporte de cadáveres no Hospital de São Bernardo.

 

De acordo com notícias vindas a público, o transporte de cadáveres no Hospital de São Bernardo, em Setúbal, é feito “dentro de uma espécie de caixão em metal com rodas que é empurrado na via pública até à morgue, situada num edifício anexo ao hospital”.

 

A denúncia terá sido feita por funcionários do Hospital e, segundo a notícia, o transporte dos cadáveres estará a ser feito “ao longo dos corredores do departamento onde se dá a morte, à vista de todos e perante dezenas de utentes, segue pelos corredores de neurologia e esterilização até que os funcionários saem por uma porta das traseiras, a meio do bloco do Hospital de Dia de Neurologia. Já no exterior, continuam a empurrar o catre, rampa acima, por mais 100 metros”.

 

Segundo as mesmas notícias, “a administração do Centro Hospitalar de Setúbal explica que dispõe de normas “devidamente aprovadas para o efeito, nomeadamente um procedimento para lidar com cadáveres””.

 

A confirmarem-se estas informações, esta é uma situação que preocupa o Grupo Parlamentar do CDS-PP que considera esta situação absolutamente inaceitável.

 

Nesse sentido, entendendo ser da maior pertinência um esclarecimento imediato do Ministro da Saúde, os deputados do CDS-PP querem confirmação de que estão a ser transportados cadáveres pelos corredores do Hospital de São Bernardo, em Setúbal, e pela via pública, à frente dos profissionais e utentes, questionando se não tem o Hospital de São Bernardo um circuito próprio para o transporte de cadáveres.

 

Nuno Magalhães e Isabel Galriça Neto solicitam também ao Ministro da Saúde que confirme a informação dada pelo Conselho de Administração, de que dispõe de normas “devidamente aprovadas para o efeito, nomeadamente um procedimento para lidar com cadáveres”, e querem saber quais são essas normas e por quem foram aprovadas, e ainda, sendo esta uma situação absolutamente inaceitável, que medidas pretende a tutela tomar de imediato para resolver este problema.