O Embaixador da Dinamarca, Michael Suhr, garantiu, esta quarta-feira, em visita ao concelho do Barreiro, que ficou “entusiasmado” com a magnitude do projeto do futuro terminal de contentores no Barreiro.

“O projeto não se cinge à ampliação da atividade portuária no Barreiro, mas ao reordenamento da área portuária e ao alargamento deste conceito a uma área logística”, explicou o responsável dinamarquês, reiterando que este projeto, que extravasa as fronteiras do próprio país, será, certamente, “benéfico para o Barreiro, para Lisboa e, consequentemente para Portugal”.

Para o Embaixador, a localização do novo terminal de contentores no Barreiro é cada vez mais “irreversível”. Michael Suhr garantiu que irá transmitir para a Dinamarca o “suporte” que existe em Portugal em torno desta opção, designadamente entre os diversos parceiros que têm vindo a assinar protocolos com a Câmara Municipal do Barreiro no âmbito da defesa da localização do novo terminal do Porto de Lisboa no território da Baía do Tejo.

“Espero que quer a minha presença, quer a presença da restante comitiva [composta pelo representante da Maersk para a Europa e pelo representante da Maersk em Portugal] tenha, efetivamente, um significado”, frisou, acrescentando que como Embaixador da Dinamarca terá todo o agrado em regressar ao Barreiro e contatar que foi, efetivamente, um grupo dinamarquês a ganhar concessão do novo terminal de contentores do Porto de Lisboa.

Rui Cruz, representante da Maersk em Portugal, admitiu que o grupo dinamarquês está a “aguardar com expetativa o lançamento e a consequente divulgação dos termos do concurso”, acrescentando que a Maersk tem um forte interesse em Portugal, designadamente na área dos reboques.

O presidente da Câmara Municipal do Barreiro assumiu que a visita da comitiva ao Barreiro teve um “grande significado”, uma vez que trata-se de uma visita de interesse de dinamização económica no Barreiro.

Atualmente está, de acordo com o autarca barreirense, a ser preparada a candidatura a fundos do programa “Connecting Europe Facility” para a realização de estudos e projetos, a qual tem de ser entregue até 28 de fevereiro.

Segundo o edil, ainda faltam ser dados muitos passos para a construção do novo terminal de contentores do porto de Lisboa no Barreiro, designadamente “é necessário que o Governo anuncie que será construído no Barreiro, lançar o concurso para o Estudo de Impacto Ambiental e para o Programa Preliminar, fazer um estudo sobre a navegabilidade do Tejo e concluir os estudos sobre os impactos económicos que o Terminal de Contentores terá no país e, mais concretamente, no concelho do Barreiro”, acrescentado que até ao final de fevereiro serão revelados “novos dados” sobre o projeto.

Em relação à Terceira Travessia do Tejo (TTT), o autarca assumiu que o município colocou como “condição que o Terminal não poderia colocar em causa o projeto da TTT”, condição que está a ser respeitada por todas as entidades envolvidas no processo.

“Nós continuamos a defender que a Terceira Travessia do Tejo é uma necessidade, exista ou não Terminal de Contentores, uma vez que os projetos não estão interdependentes”, reiterou Carlos Humberto.

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