A Junta da União das Freguesias de Montijo e Afonsoeiro cumpriu, mais uma vez, a tradição de homenagear o antigo Orfanato de Aldeia Galega (hoje Montijo) com a colocação de uma coroa de flores junto à placa existente nas instalações do Hospital do Montijo, no passado dia 23 de junho.

A cerimónia contou com a presença do presidente da Junta da União das Freguesias de Montijo e Afonsoeiro, Fernando Caria, do presidente da Câmara Municipal do Montijo, Nuno Canta, do provedor da Santa Casa da Misericórdia do Montijo, José Manuel Braço Forte, e de alguns dos ex-alunos do Orfanato de Aldeia Galega. 

Todos os intervenientes realçaram a importância que a instituição teve para o Montijo: “hoje o povo do Montijo orgulha-se de todos vós e do antigo Orfanato. Esta é uma cerimónia simples de homenagem a quem construiu e frequentou esta instituição”, afirmou Fernando Caria.

Uma ideia reforçada pelo presidente da câmara que mencionou a importância do orfanato para a comunidade local: “através desta e de outras instituições, fomos construindo uma cidade assente nos valores da solidariedade, da justiça e da fraternidade”. 

O Orfanato de Aldeia Galega foi criado em 1919 pelo médico montijense César Ventura. Instalado primeiramente na residência da sua mãe e mais tarde numa propriedade (onde hoje funciona o Hospital do Montijo), a instituição acolheu os órfãos das diversas epidemias que assolaram o país e o Montijo nas primeiras décadas do século XX.

A cerimónia de inauguração do Orfanato realizou-se no dia 1 de Fevereiro de 1920. A partir de 1963 o edifício passou a integrar o património da Santa Casa da Misericórdia do Montijo e na década de 1980 foi demolido. 

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