A Concelhia do Barreiro da Juventude Popular está contra a “ideia apresentada pelos três executivos municipais, que atribui o nome de “Lisbon South Bay” aos territórios geridos pela empresa Baía do Tejo, nos municípios do Barreiro, de Almada e do Seixal”.

A estrutura lamenta “o facto de o nome escolhido ser numa língua alheia à de Camões”. Em comunicado, os jovens populares justificam que preferem “o reconhecimento das infraestruturas pelas oportunidades que proporcionam aos investidores estrangeiros e não pelo idioma do nome”, enaltecendo que deve-se “preservar a identidade nacional”.

A JP do Barreiro critica, ainda, a inclusão da referência à capital, no antes denominado Arco Ribeirinho Sul. “Acreditamos que os três municípios não são um apêndice da capital, tendo um conjunto de fatores próprios, capazes de os tornar reconhecidos internacionalmente”, revelam, citando como exemplo, “a elevada taxa de licenciados residentes no Barreiro”.

“Uma doença grave, como a falta de dinamismo económico, da qual os três municípios padecem, não se pode curar apenas com Ben-u-ron ou Paracetamol, sendo, por isso, necessárias medidas estruturais que tornem a área mais atrativa para o investidor estrangeiro”, concluem.

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