A evolução tecnológica caminha para o que parece ser uma necessidade de nós, seres humanos, criarmos uma inteligência artificial tão complexa como a nossa.

Nesse sentido, existem de facto evoluções notáveis, a par de toda a tecnologia que vai evoluindo também, mas existem ou existiam ainda alguns limites que se julgava que as máquinas não conseguiriam ultrapassar, pelo menos, por enquanto.

Ou seja, existiam ainda alguns campos que se julgava que, por ser necessária uma observação, dedução, experiência ou compreensão complexa e difícil de replicar, que as máquinas não pudessem fazer certas coisas ainda. Daí a vontade de alguns entusiastas em ligar máquinas a cérebros humanos para melhorar ambos. Outro aspeto complicado de replicar, e que atribuía essa impossibilidade de algumas tarefas serem executadas por inteligência artificial, é pelo simples facto que os humanos mentem e enganam para seu proveito, enquanto que as máquinas podem ter padrões aleatórios, mas não conseguem mentir deliberadamente.

Sendo mais fácil de explicar com exemplos, pegamos no caso do póquer, onde devido ao bluff e necessidade de observação do adversário, e não apenas de “leitura” das cartas e do jogo, este era um dos poucos jogos onde as máquinas não tinham ainda a capacidade de vencer humanos, como acontece com outros desportos mentais, como por exemplo, o xadrez. Isso era tudo verdade até há uns meses atrás quando na Universidade de Carnegie Mellon foi desenvolvida uma inteligência artificial, que foi colocada num torneio e aprendeu a repetir comportamentos e, mais surpreendente ainda, a fazer bluff. Com isso, a máquina ganhou o torneio e pela primeira vez uma máquina venceu humanos em póquer, ou seja, a máquina (batizada Libratus), aprendeu a analisar comportamentos, fazer bluff e jogar sem ter a informação completa do jogo.

Dong Kim, um jogador de topo que participou neste torneio contra Libratus, afirmou que já mesmo a meio do torneio ele sabia que Libratus ia ganhar, e que não haveria forma alguma de dar a volta à questão.

Isto é um avanço notável da tecnologia e que grandes empresas tecnológicas mundiais estão já a querer ficar com a máquina e com os seus criadores.

Daqui para a frente, tudo isto só poderá evoluir e se pela primeira vez é criado algo que consegue operar com tantas variáveis e características humanas, o futuro é uma incógnita em relação ao que a tecnologia poderá ser capaz de criar.

Partilhe esta notícia