O Ministro da Educação iniciou a sua intervenção em Setúbal, nas Jornadas para a Consolidação, Crescimento e Coesão, defendendo a qualidade do ensino e destacando o esforço efectuado ao longo dos últimos anos e cujos frutos serão colhidos pelas novas gerações: «Encaramos o esforço da Educação e da Ciência como extraordinariamente importante para que o nosso País se desenvolva, se torne mais moderno e mais competitivo. Podemos ter orgulho no trabalho que fizemos».

Nuno Crato explicou depois que os constrangimentos decorrentes da intervenção da troika condicionaram a governação em Portugal, mas acabou por ser possível obter resultados positivos na Educação e na Ciências devido aos critérios que orientaram as apostas fundamentas: «Não é o facto de gastarmos mais dinheiro na Educação que temos garantidamente melhores resultados. Temos é de saber apostar nos sítios certos, por exemplo, o reforço que fizemos nos conhecimentos essenciais dos alunos, ou seja, a Matemática e o Português, aumentando o tempo dedicado a estas disciplinas», apontou.

Também a História e a Geografia mereceram um cuidado especial do Ministro da Educação e da Ciência, tal como reforço do ensino do Inglês: «O Inglês tornou-se obrigatório ao longo de 5 anos consecutivos e a partir do próximo ano lectivo será por 7 anos. Não saber falar Inglês em algumas áreas é como não saber falar. O Inglês é a língua universal, é a primeira vez que existe uma língua universal. O Inglês é a língua dos negócios e os novos jovens têm de aprender. Isto é decisivo», insistiu o governante.

Entre as principais medidas adoptadas na sua área, Nuno Crato acrescentou ainda o alargamento da escolaridade obrigatória até ao 12. ano, citando esta política concreta como «um dos grandes orgulhos deste Governo». Nesta área do combate ao abandono escolar, o governante destacou ainda a forte descida desta taxa em Portugal: «A este ritmo vamos ultrapassar a meta estabelecida a nível europeu», notou, acrescentando de imediato que «a progressão desta descida é notável e devemos ter por isso muito orgulho no que estamos a conseguir».

A criação dos cursos técnicos superiores profissionais foram igualmente citados como exemplos positivos, na medida em que se trata de uma nova oferta educativa que responde a uma necessidade concreta dos jovens e das empresas.

Por fim, o Ministro da Educação e da Ciência defendeu o reforço da autonomia das escolas para se organizarem internamente em função dos seus objectivos específicos, acrescentando ainda várias medidas que aumentaram a transparência e reforçaram os mecanismos de comunicação com as comunidades locais. «Há mais transparência e mais democracia nas escolas», concluiu Nuno Crato.

Paulo Ribeiro, Vice-Presidente da Comissão Política Distrital do PSD de Setúbal e Elsa Cordeiro, Membro da Comissão Política Nacional do Partido, também intervieram na Sessão.

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