O Município de Santiago do Cacém viu recentemente o seu contingente de médicos reforçado com mais dois profissionais cubanos, que vêm atenuar “uma parte do problema” da falta de médicos, que “infelizmente ainda persiste”, lamenta Álvaro Beijinha, Presidente da CMSC.

Os dois médicos cubanos, ainda numa fase de integração, foram recebidos, no dia 23 de outubro, na Câmara Municipal, numa reunião onde também marcou presença o Vereador com o pelouro da Saúde, Norberto Barradas. “São naturalmente bem-vindos, vêm colmatar um défice importante, em particular nos cuidados primários de saúde, não obstante também haver problemas no hospital, igualmente com falta de médicos”, sublinha Álvaro Beijinha. O Presidente da CMSC reitera a sua preocupação em relação a este tema, num domínio que considera “absolutamente essencial na sociedade onde vivemos”.

A reunião na Câmara Municipal teve como principal intuito “receber e acolher” os dois médicos, bem como “mostrar disponibilidade para trabalhar com eles, que estão pela primeira vez em Portugal e precisam obviamente de uma integração”. Neste contexto, a CMSC está a ter um papel preponderante “na cedência de alojamento gratuito”, bem como na prestação de apoio “noutras áreas”, realça Álvaro Beijinha, que manifestou o desejo de que ambos “se integrem o mais rapidamente possível na comunidade”.

O Presidente da CMSC aproveitou a ocasião para recordar que continua “sem resposta” ao pedido de reunião endereçado ao Ministro da Saúde, Paulo Macedo. “Foi-nos transmitido que o senhor ministro tinha dado indicações ao Presidente da ARS do Alentejo para me receber. Mas isto é uma questão política, o Presidente da ARS do Alentejo é uma pessoa que está nomeada, o que nós queremos é falar com a tutela, com o poder político”. Entretanto, uma vez mais através da CIMAL, foi solicitada uma nova reunião com os presidentes de câmara do Alentejo Litoral, com a perspetiva de a própria Administração da Unidade Local de Saúde do Alentejo Litoral poder também estar presente na reunião. “Estamos a aguardar que o Ministro nos transmita alguma coisa”, conclui Álvaro Beijinha.

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