Hoje, dia 12 de Maio, celebra-se o Dia Internacional do Enfermeiro. Esta data comemorativa foi criada pelo Conselho Internacional dos Enfermeiros e remete para o aniversário de Florence Nightingale, considerada a fundadora da enfermagem moderna.

A comemoração deste dia é uma homenagem a todos os enfermeiros, que permite realçar a importância que estes têm na prestação de cuidados gerais e especializados à população.

No entanto, é fundamental reconhecer e valorizar os enfermeiros o ano todo, visto que exercem uma profissão imprescindível e vital, que não tem sido valorizada pelo governo. Por isso, os enfermeiros continuam a lutar pelo respeito e dignidade da profissão, pela carreira de enfermagem e pela remuneração equivalente ao trabalho e responsabilidade que têm.

Os enfermeiros devem ser valorizados na sua carreira profissional, pela excelência, competência e mérito. E para que esse reconhecimento aconteça é necessário que lhes seja contado o tempo de anos de serviço que lhes foi roubado, que se paguem as progressões de acordo com os escalões, que sejam colocados nos escalões e categorias que efetivamente merecem e deveriam estar. Além da efetivação dos profissionais precários, de modo a que não sejam esquecidos os profissionais contratados ao abrigo da pandemia, bem como os profissionais que continuam sucessivamente em regime de contrato com termo, diminuindo a sobrecarga de trabalho por falta de recursos humanos e aumentando a qualidade na prestação de cuidados de saúde, que é posta em causa pelas decisões tomadas pelo governo.

De salientar, que os enfermeiros estiveram sempre a cuidar e a tratar de quem mais precisa, já o governo continua a não se mostrar disponível em valorizar esta nobre profissão essencial na vida de todos nós.

Se quer apelidar os enfermeiros de “heróis”, como têm mostrado ser durante esta pandemia, têm que valorizar a enfermagem e os seus profissionais com ações nesse sentido que promovam o investimento e reconheçam a mais-valia que os enfermeiros desempenham na prestação dos cuidados de saúde, ao invés, do que tem acontecido ao longo destes anos.

Sílvia Lopes 

Juventude Popular