O presidente da distrital de Setúbal e deputado do PSD, Bruno Vitorino, considera que a decisão do Governo em ampliar o terminal de contentores de Alcântara “vai matar” o projeto da infraestrutura portuária planeada para o Barreiro.
O social-democrata lembra que a ideia de construir um terminal de contentores no Barreiro surgiu com a necessidade de expandir a capacidade portuária em Lisboa, permitindo requalificar toda a zona ribeirinha da capital e ao mesmo tempo impulsionar uma área industrial, que é património do estado, naquele concelho da margem sul do Tejo.
“Sempre foi claro que o terminal de contentores do Barreiro só avançaria se fosse tecnicamente viável e se existissem privados interessados. Ao duplicar a capacidade do terminal de Alcântara, juntamente com a expansão da capacidade do Porto de Setúbal, este Governo dá uma forte machadada nas pretensões da revitalização da zona ribeirinha de Lisboa e mata a viabilidade do projeto do Barreiro”, sublinha.
Com este cenário, Bruno Vitorino diz que o Governo “esvazia todo e qualquer interesse que grupos privados pudessem ter no Barreiro, pois ninguém acredita que, havendo capacidade em Lisboa e em Setúbal, continue a haver quem queira suportar os custos da construção de raiz de um projeto desta dimensão no Barreiro”.
“Apesar do Governo continuar a atirar areia para os olhos dos barreirenses, dizendo que o projeto avançará até 2020 e que a expansão de Alcântara não é impedimento, a verdade é que esta decisão de duplicar a capacidade em Lisboa, mata mesmo o projeto para o Barreiro”, afirma.
Bruno Vitorino compreende agora “a aldrabice” que foi a mudança de local prevista para o terminal de contentores do Barreiro, aquando do estudo de impacte ambiental. “Ao avançar com uma localização (Avenida da Praia) que nunca esteve em cima da mesa, o Governo pretendeu simplesmente dividir a comunidade barreirense e colocar a própria Câmara Municipal contra a nova localização. Assim, foi a Câmara Municipal a servir de bode expiatório para travar todo o processo desde há largos meses a esta parte”.
“Com esta divisão da comunidade barreirense, o Governo espera que não venha a existir tanta resistência a esta morte agora anunciada”, acrescenta.
“Se esta decisão de Alcântara não serve nem Lisboa nem o Barreiro, então serve quem?”, questiona Bruno Vitorino.
12 de dezembro de 2017
Fonte: PSD Setúbal







