CDS quer saber o que é que o Governo está a fazer para resolver situação da Soflusa
Os deputados do CDS-PP Nuno Magalhães, Álvaro Castello-Branco e Hélder Amaral querem saber que medidas estão a ser tomadas pelo Ministério do Ambiente para, com urgência, resolver a situação da Soflusa que, diariamente, prejudica milhares de utentes, tanto pessoal como profissionalmente.
Numa pergunta enviada ao Ministro do Ambiente, os deputados do CDS-PP perguntam também se é verdade que a supressão de carreiras se deve a atrasos nas renovações dos Certificados de Navegabilidade dos navios, e, se sim, que medidas estão a ser tomadas para renovar os referidos certificados, e ainda para quando está prevista a concretização do investimento de 10 milhões de euros para o plano de manutenção da frota de navios das operadoras Transtejo e Soflusa.
Já em março último, o Grupo Parlamentar do CDS-PP questionou o Ministro do Ambiente sobre a degradação do serviço fluvial, prestado pela Transtejo/Soflusa, entre o Barreiro e o Terreiro do Paço/Lisboa, questionando que medidas estavam, então, a ser tomadas para resolver os problemas que afetam este serviço, prejudicando diariamente milhares de utentes.
Até à data de hoje, não houve qualquer resposta por parte da tutela.
Milhares de utentes utilizam diariamente a ligação fluvial Barreiro-Lisboa-Barreiro, entre o local de residência e o local de emprego, para o qual pagam bilhete e/ou passe mensal.
Nos últimos meses, além dos relatos de consecutivos e injustificados atrasos e supressões sem aviso de carreiras, e queixas de que as embarcações não têm a capacidade adequada para o número de passageiros que transportam em horas de ponta, prejudicando gravemente os utentes, esta semana a Soflusa anunciou a supressão total de carreiras, tendo apenas quatro navios a operar, por "indisponibilidade da frota".
De acordo com várias notícias veiculadas pela comunicação social, na segunda-feira, dia 8 de outubro, foram suprimidas oito carreiras durante a manhã, o que motivou a ocorrência de vários incidentes no cais, com utentes a tentar forçar o embarque, causando estragos e afetando outras pessoas.
Chegou ao Grupo Parlamentar do CDS-PP uma queixa de um cidadão que chegou ao Barreiro às 7h45, mas apenas conseguiu apanhar um barco para Lisboa às 8h30, e depois de “empurrar e de ser empurrado”.
Estes incidentes levaram a Soflusa a pedir publicamente aos passageiros para evitarem as deslocações entre as 8h00 e as 9h00, precisamente no horário em que os utentes precisam de se deslocar para o trabalho.
Ainda de acordo com notícias veiculadas pela comunicação social, a falta de navios terá a ver com atrasos nas renovações dos Certificados de Navegabilidade.
Recorde-se que em junho deste ano o Ministério do Ambiente anunciou um investimento de 10 milhões de euros para o plano de manutenção da frota de navios da Transtejo e Soflusa, intenção reiterada hoje, dia 11 de outubro, pelo Senhor Ministro do Ambiente.

Fonte: CDS







