Pedro Dominguinhos, recém-empossado para um segundo mandato à frente dos destinos do Instituto Politécnico de Setúbal (IPS), vai ser o próximo presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), organismo que representa as instituições públicas deste subsetor do ensino superior no qual já desempenhava o cargo de vice-presidente desde finais de 2016.

 

Pedro Dominguinhos foi eleito por unanimidade em reunião realizada hoje de manhã no Instituto Politécnico de Coimbra, sucedendo assim a Nuno Mangas, antigo presidente do Instituto Politécnico de Leiria, que liderava o CCISP desde finais de 2016.

 

O novo presidente do CCISP reuniu o consenso dos votos com uma candidatura que definiu como “um contributo relevante na continuidade de uma estratégia que visa incrementar a afirmação do sistema Politécnico no país e no mundo e o seu papel no desenvolvimento sustentável da sociedade e das regiões onde insere”.

 

Entre os compromissos assumidos destacam-se o “reforço da credibilidade e notoriedade do CCISP junto da tutela e da sociedade portuguesa”, uma forte aposta na internacionalização, nomeadamente com a “criação de um programa com as melhores universidades de Ciências Aplicadas da Europa”, e ainda o aumento do financiamento atribuído ao ensino superior “para uma percentagem do PIB semelhante à média da OCDE”, com forte incidência na investigação aplicada. Pedro Dominguinhos promete ainda, ao longo do mandato de dois anos, “lutar pela alteração da Lei de Bases do Sistema Educativo e do Regime Jurídico do Ensino Superior, de forma a consagrar a outorga do grau de doutor pelo Ensino Politécnico”.

 

No plano interno, propõe, entre outras medidas, a “criação de um Conselho Consultivo Estratégico, constituído por antigos presidentes dos Politécnicos e outras personalidades relevantes para a missão do CCISP”.

 

Doutorado em Gestão e mestre em Economia Internacional (ISEG -UL), Pedro Dominguinhos assumiu, em 2009, as funções de professor coordenador da Escola Superior de Ciências Empresariais (ESCE/IPS), sendo responsável por várias unidades curriculares desde 1995 e tendo desempenhado vários cargos, nomeadamente os de presidente do conselho diretivo da ESCE/IPS, entre 2007 e 2009, e de vice-presidente do IPS, de 2009 a 2014. É presidente do IPS desde abril de 2014, cargo para o qual foi reconduzido no início de março.

 

Enquanto vice-presidente do CCISP, sublinha-se o seu papel de representante dos politécnicos nas negociações orçamentais com o Governo, nomeadamente entre o final de 2017 e o início deste ano, em torno dos reforços orçamentais exigidos para fazer face aos aumentos salariais que não estavam previstos na primeira versão do Orçamento do Estado.

 

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