O espaço em que vivemos constitui-se indiscutivelmente como uma vertente sobre a qual importa refletir no sentido de, não só o qualificarmos e assim podermos otimizar o uso que dele fazemos, mas também de modo a garantir a sustentabilidade das nossas vivências, bem como as dos vindouros, no tempo.

A inserção do Concelho do Barreiro no País, na Área Metropolitana de Lisboa (AML), na Península de Setúbal e no Arco Ribeirinho Sul (ARS) por forma a integrá-lo de forma ampla, racional e coesa nos respetivos âmbitos socioeconómicos, de que já foi referência, constitui objetivo a dar relevância maior.

Importa assim a definição e implementação de estratégias por forma a, não só salvaguardar os ecossistemas que o território do Concelho do Barreiro integra, mas também garantir mais e melhor mobilidade/acessibilidades que, eliminando a situação de “cul de sac” em que parte significativa dele se encontra, o potenciem para suportar atividades económicas ambientalmente sustentáveis e socialmente qualificadoras.

A valorização do território do Concelho do Barreiro, seja o urbano, seja o rural, de modo a que se constitua como um suporte de vida saudável e sustentável de quem aqui vive, passa inquestionavelmente pela requalificação funcional, estética e ambiental de alguns dos seus espaços/sítios.

Estratégias para a eliminação de constrangimentos de mobilidade interna – vias (acessibilidades e circulação) e transportes (diversificação de meios) -, a valorização dos percursos e dos sítios com a qualificação – revitalização, renovação, reabilitação – dos espaços (percursos e sítios) e do edificado, a atualização das redes de equipamentos sociais – ensino, saúde, apoio social (berçários, infantários, OTLs, Lares, etc), associativismo, desporto, etc. -, a melhoria e modernização das redes de infra estruturas – água, esgotos, energia, comunicações, higiene urbana, etc. -, o reforço da estrutura verde do concelho – de acompanhamento, de proteção, de valorização ambiental -, a otimização dos consumos de energia e da promoção de resíduos – domésticos, industriais e urbanos -, são vertentes sobre as quais importa refletir e agir por forma a qualificar a vida das comunidades barreirenses.

Urge ultrapassar a teimosa ausência de um Plano Diretor Municipal (PDM) revisto e atualizado e promover ideias, planos e projetos para o território do Concelho do Barreiro que, pela sua viabilidade, assegurem num horizonte próximo a sua implementação e assim a qualificação da vida das cidadãs e dos cidadãos do Barreiro.

É importante que, complementarmente à função habitacional, o Barreiro disponibilize territórios que contribuam, seja para uma maior empregabilidade – exemplos: Quimiparque, a norte; Rebelas/Palhais, no Centro; Coina, a Sul -, pelas facilidades que disponibilizem para a fixação de atividades económicas, seja para o lazer (e turismo) – exemplos: Zonas ribeirinhas; Mata da Machada; e Quinta Braamcamp – pelas condições específicas que reúnem e podem para o efeito ser potenciadas.

É por tudo isto que o PS quer debater o TERRITÓRIO e o AMBIENTE. Ouvir as vontades, as motivações e as ambições dos barreirenses neste âmbito é a razão primeira deste debate.

COMPAREÇA. PARTICIPE.

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