O presidente da distrital de Setúbal do PSD, Bruno Vitorino, acusa as câmaras comunistas da região de continuarem a castigar os munícipes com elevadas taxas de Imposto Municipal sobre Imóveis e de não devolverem, aos cidadãos, nenhuma percentagem do IRS.

 

O dirigente social-democrata diz que a maior parte dos municípios do distrito tem a taxa acima ou nos 0,4%, quando a média nacional é de 0,35%, realçando ainda que só três dos trezes municípios da região aderiram ao IMI familiar, lançado pelo Governo PSD/CDS. Ou seja, “o partido que mais se queixa dos impostos nacionais, é aquele que taxas mais altas aplica nos seus municípios”.

 

Jorge Paulo Oliveira, coordenador dos deputados do PSD para a área do poder local, lembrou que a proposta do IMI Familiar permitiu reduzir até 10% a taxa para quem tem um filho/dependente; 15% para quem tem dois filhos/dependentes e 20% para quem tem três ou mais filhos/dependentes.

 

“Se, por exemplo, a Moita tivesse adotado esta medida, uma família a viver num imóvel avaliado em 80 mil euros, com uma taxa de 3,9%, onde paga 312 euros anualmente, com um filho/dependente teria um desconto de 31 euros e com dois filhos/dependentes um desconto de 46 euros”, explicou o deputado na III Reunião Geral de Autarcas do PSD do Distrito de Setúbal, realizada esta segunda-feira no concelho da Moita

 

Importa lembrar que as câmaras municipais podem devolver até quase 5% do IRS pago por cada cidadão, optando a maior parte dos municípios do distrito por não devolver nada ás pessoas.

 

Bruno Vitorino diz que estes factos “vêm deitar por terra o mito de que os comunistas gerem bem as autarquias, pois a forma como têm governado o poder autárquico tem contribuído para o atraso do nosso distrito e para o fraco desenvolvimento desta região”.

 

 

 

23 de Março de 2016