O deputado do PSD do distrito de Setúbal, Pedro do Ó Ramos, revela que 7 escolas rurais do 1º ciclo do Agrupamento de Escolas de Santiago do Cacém estão encerradas, não havendo previsão para o começo do ano escolar, por falta de contratação de pessoal auxiliar.

Devido a esta situação, o ano letivo, que deveria ter começado ontem, dia 13 de setembro, não foi iniciado nas escolas de Abela, Arealão, Santa Cruz, Aldeia dos Chãos, Relvas Verdes, São Bartolomeu da Serra e Cruz de João Mendes.

Pedro do Ó Ramos refere que em junho, a Direção do Agrupamento de Escolas de Santiago do Cacém, solicitou autorização para contratação de pessoal, indicando as faltas e as horas necessárias, mas até à data, não há qualquer resposta.

“Sendo esta uma situação grave, quando é que o Ministério da Educação vai autorizar a contratação de pessoal para que as aulas comecem nestas sete escolas rurais”, questiona.

Para além do que se verifica nestes estabelecimentos de ensino, a escola rural de Deixa-o-Resto, no Agrupamento de Escolas de Santo André, apesar de ter começado o ano lectivo, não está a fornecer refeições, também por falta de pessoal.

O social-democrata considera que esta situação “é muito preocupante e que este é um mais um sinal dos brutais cortes que este Governo está a fazer no investimento público e que afeta áreas tão importantes como a saúde e a educação.”

“Com o Governo anterior, faziam-se manifestações por situações muito menos graves do que esta. Agora como este é um Governo suportado pelo PCP e pelo BE, anda tudo muito silencioso. Onde andam estes partidos? A geringonça não funciona e neste caso com prejuízo para alunos, pais e professores”, critica.