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Seixal exige cumprimento dos compromissos para a construção do Hospital

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Utentes, comissões de saúde e autarcas concentram-se em Lisboa em dia de votação do Orçamento do Estado

 

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Comissões de utentes de saúde, autarcas e população dos concelhos do Seixal e Sesimbra estiveram ontem, dia em que decorreu a votação final do Orçamento do Estado para 2018, concentrados junto à residência oficial do primeiro-ministro, com o objetivo de mais uma vez relembrar a necessidade urgente de construção de um hospital no concelho do Seixal, bem como as consequências dos sucessivos adiamentos da sua construção.

José Lourenço, em representação da Comissão de Utentes de Saúde do Seixal, em conjunto com o presidente da Câmara Municipal do Seixal, Joaquim Santos, e a vice-presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, Felícia Costa, entregaram no local uma carta dirigida ao primeiro-ministro onde se explica toda a situação e onde se referem as más condições de saúde que existem nestes concelhos.

Joaquim Santos, presidente da Câmara Municipal do Seixal, referiu que “este processo arrasta-se há 18 anos e não se trata de um capricho da população mas sim de uma necessidade real, já comprovada por diversos estudos”. O autarca acrescentou ainda que “não se entende esta descoordenação do Governo, que não sabe sequer em que departamento se encontra o processo do hospital, pelo que viemos pedir ao primeiro-ministro que aja e que resolva a situação. Viemos solicitar que este crie um grupo de trabalho, e que se inclua as câmaras municipais do Seixal, Almada e Sesimbra para que em conjunto possamos ajudar a resolver o problema. Viemos solicitar também que o compromisso assumido seja respeitado, e que o hospital seja contemplado, como previsto, no Orçamento do Estado para 2018, pois a população não pode esperar mais anos por este equipamento”.

Da mesma situação se lamentou Felícia Costa, vice-presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, que lembrou “os cerca de 500 mil utentes que apenas têm como resposta o Hospital Garcia de Orta, que já não consegue dar resposta às necessidades das populações”. A autarca lembrou ainda que “Sesimbra fica distante do Hospital Garcia de Orta, o que vem dificultar ainda mais o acesso dos munícipes aos cuidados de saúde”.

José Lourenço, em sua representação da Comissão de Utentes de Saúde lembrou que “neste momento a tolerância da população relativamente a este assunto é zero, pois está cansada de promessas que não vê cumprir. Em causa está a saúde da população e a dificuldade de acesso aos cuidados médicos”, referiu.

Importa referir que esta é uma reivindicação antiga da população, que viu ser assinado em 2009 um Acordo Estratégico entre a Câmara Municipal do Seixal e o Ministério da Saúde, que previa a conclusão do equipamento para 2012 e que tem vindo a ver os sucessivos adiamentos do mesmo e consequentemente os cuidados de saúde cada vez mais diminuídos.

Recorde-se que existe apenas um hospital, o Garcia de Orta, em Almada, que não tem capacidade para dar resposta aos cerca de 500 mil utentes que aí se dirigem, situação que se reflete nos elevados tempos de espera no serviço de urgência, nas consultas externas, nas cirurgias, assim como na falta de camas de internamento. Faltam também no Seixal centros de saúde, médicos de família e serviços de atendimento permanente.

A necessidade da existência de mais um hospital foi identificada em todos os estudos técnicos elaborados, como sendo de extrema urgência, pois em causa está em a saúde dos munícipes do Seixal, e também dos concelhos limítrofes que também iriam usufruir deste equipamento.

 

Carta ao PM.

 

Fonte: CM Seixal

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