Segurança a Bordo

A segurança marítima apresenta uma especificidade que a distingue das atividades terrestres, acarretando riscos agravados por um meio altamente dinâmico, sujeito a variações das condições do mar e meteorológicas, que se refletem continuamente na segurança de todo o pessoal que aí trabalha, denominados “marítimos”.
Devido aos perigos muito específicos, a regulamentação dos aspetos de segurança no mar tem vindo a ser tratada como um subsistema legal, que define requisitos muito exigentes para os marítimos, como sendo as derivadas da IMO/OIT, incluindo a Convenção Internacional para a Salvaguarda da Vida Humana no Mar (SOLAS).
Os riscos associados a bordo, como em tantas outras atividades operacionais, incluem: riscos físicos, químicos, biológicos e psicossociais. No caso dos navios rebocadores, prevalecem sobretudo fatores de risco físicos, entre eles: manobra de cabos em tensão (com risco de chicoteamento); perigo de queda à água (com risco de afogamento/trauma); risco de esmagamento; risco de queda (ao mesmo nível e em altura), entre outros.
As regras preventivas (e de atuação), o investimento em equipamentos de proteção coletiva e individual, a manutenção preventiva das embarcações, bem como a organização do trabalho, são medidas essenciais para reduzir os fatores de risco mencionados.
A REBONAVE opera essencialmente em três condições de risco diferenciadas: manobra/assistência em estaleiro/porto; trabalhos de marinharia (atividade sobretudo terrestre) e operações oceânicas.
A prevalência a bordo, por períodos de tempo prolongados (manobras de longa duração e, sobretudo, viagens oceânicas) associam fatores de risco inerentes ao “isolamento” e à restrição de acesso a recursos, incluindo os de emergência. Desta forma, as tripulações têm que ser dotadas de conhecimentos e ferramentas que lhes permitam manter as condições gerais da atividade, incluindo a manutenção do rebocador, alimentação, comunicações “permanentes”, cuidados médicos “internos”, entre outros.
As competências/formação dos marítimos da REBONAVE, em grande parte garantida nos termos do STCW, dota as tripulações de conhecimentos de segurança acima da média de muitas atividades – os colaboradores tornam-se assim mais conscientes do risco, sabendo como evitá-lo e como reagir em situações anómalas.
A presença a bordo exige uma resposta rápida a situações de emergência, nomeadamente: Homem ao mar; abandono de navio; encalhe; emergência médica, incêndio, alagamento e também questões de “security” (ISPS/pirataria/terrorismo no mar). Estão previstos exercícios a realizar a bordo sobre estes temas, a serem dirigidos pelos Comandantes/Imediatos do navio e que são de extrema importância para salvaguarda da vida humana.
Enquanto empresa certificada OSHAS 18001 (Sistemas de gestão de segurança e saúde do trabalho), a REBONAVE foca-se na melhoria continua para a segurança e saúde a bordo dos rebocadores, contando com o empenho de cada colaborador para o cumprimento de regras, bem como superação/contribuição ativa para a melhoria ambicionada.
Fonte: Rebonave







