
Por solicitação do STRUP, realizou-se ontem uma reunião com a Direcção da DMT, a fim de esclarecer algumas das preocupações que nos foram chegando através dos nossos associados, nomeadamente:
- Ponto da situação da necessidade de contratação de novos trabalhadores;
- Veracidade das afirmações de contratação de trabalhadores com vinculo precário;
- Veracidade da possibilidade da entrega de alguns serviços a empresas exteriores.
A Direcção reiterou que em outubro de 2016, ainda com o anterior C.A., solicitou a admissão no imediato de 22 novos trabalhadores, para satisfação de necessidades prementes, que se prendiam principalmente com a substituição de trabalhadores que já não se encontravam na empresa. Com a mudança de C.A., reafirmaram essa necessidade, cada vez mais imperiosa de admissão de trabalhadores, até hoje a solução está à vista, Zero entradas, situação diametralmente oposta à degradação do material circulante, que é cada vez maior.
Deram nota que, no que respeita à reparação dos “Bogies”, (uma das prioridades de reparação do inicio do ano), através da reorganização interna, (reduzindo na área da intervenção) e reconhecendo o esforço dos trabalhadores conseguiu-se a recuperação de 130 unidades, numero superior ao concretizado no ano de 2016. Informaram, contudo, que neste momento, não conseguindo “esticar” mais os recursos humanos e até que a Tutela permita a entrada dos trabalhadores para o quadro, propuseram que se procedesse à contratação temporária de 10 trabalhadores, até ao momento também esta solução não foi viabilizada.
Perante este cenário, afirmando que o seu prossuposto, assenta na proteção da empresa e dos trabalhadores existentes, e seguramente com a concordância do CA, lançaram um concurso para a contratação de serviços externos, pontuais, para quatro áreas:
- Grandes intervenções (dando nota que alguns dos comboios que deveriam ter feito a revisão dos 500 mil Km, já vão nos 750 mil);
- Revisão (resistências de travagem);
- Bombagem e ventilação;
- Esmerilagem – via-férrea (esta vertente não dispensa a necessidade de mais trabalhadores nesta área).
Pese embora a afirmação de que tudo farão para não deixar “cair o bom nome da manutenção”, o STRUP não está de acordo, nem poderia estar com esta decisão.
Na nossa opinião o CA, não deveria permitir que uma área da empresa, certificada e que é determinante para a segurança dos equipamentos e dos passageiros, seja delapidada e entregue paulatinamente a interesses privados, para nesta fase não evidenciarmos comentários que de alguma forma possam ferir as suscetibilidades alguns.
Assim, enviaremos um pedido de reunião ao CA, e trilharemos todos os caminhos, para com os trabalhadores impedirmos a concretização destas decisões.
Não chega o Governo fazer promessas e fingir que defende um Metropolitano público, a prestar um serviço com dignidade, é determinante que o dote dos meios humanos e técnicos necessários. JUNTOS ENCONTRAREMOS O CAMINHO!
Fonte: FECTRANS







