A taxa de desemprego em Portugal fixou-se nos 13,5% em março, o que representa um recuo de uma décima face ao mês imediatamente anterior e menos 1,3 pontos percentuais relativamente ao período homólogo, segundo as estimativas provisórias publicadas esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística.

O INE assinala que, nos meses mais recentes, a taxa de desemprego caracterizou-se por “alguma instabilidade (alternando entre acréscimos e decréscimos de reduzida dimensão), o que poderá evidenciar uma trajetória ainda indefinida no mercado de trabalho”.

Numa reação aos números do INE, em comunicado, a União dos Sindicatos de Setúbal, afirma que em março, a taxa de desemprego no Distrito de Setúbal registou um valor de 16,5%, sendo 60.074 os desempregados inscritos nos Centros de Emprego do distrito, ou seja, em relação ao mês anterior a percentagem da taxa de desemprego manteve-se estacionária, mas continua a tendência do seu aumento face aos últimos meses de 2014”.

De acordo com a USS, o desemprego feminino representava 52,6% do desemprego, sendo de 20,7 a percentagem dos desempregados com idade superior a 55 anos e de 43,9 a percentagem dos desempregados de longa duração.

Os jovens, até aos 25 anos de idade representavam 10,8 por cento do desemprego e os desempregados com formação académica superior representavam 11,3%.

“Em relação ao mês anterior verificou-se um aumento da percentagem do desemprego dos desempregados com idade superior a 55 anos”, explicam.

Os sindicalistas consideram que a situação do desemprego em março continua a “mostrar a falência da politica de direita, com ou sem troika, que mantém esta chaga social”.

“Se cada desempregado estiver inserido num agregado familiar de três pessoas, então o problema do desemprego no Distrito de Setúbal afeta 180 mil pessoas, número superior ao total de habitantes do concelho de Almada”, acentuam, apelando a uma participação em massa nas Comemorações do 1.º de Maio – Dia Internacional do Trabalhador que irão constituir “uma imensa jornada de luta para romper com a política de direita”.

Partilhe esta notícia