The winner is…

Confesso que não sou um acérrimo adepto da “noite dos Óscares” de Hollywood – muito menos de Bollywood, e nem tenho nada contra aqueles que ficam acordados até altas horas, para não perderem em directo a eleição do vencedor de melhor filme, actor, guarda-roupa, música, etc. A “noitada” da entrega das estatuetas, tornou-se num clássico do entretenimento e, provavelmente, tudo deve estar preparado a altura daquela gala. Àquela noite espera-se sempre “perfeita” e o espectáculo não tem lugar para falhas e este ano aguardava-se uma surpresa memorável, a boa maneira “yanqui”, que ridicularizasse Donald Trump. Mas, como em tudo na vida, há falhas que pensamos que só nós é que as cometemos. Afinal, a tal “máquina” que se auto-denomina como melhor do mundo em matéria de distracção também comete falhas e gafes e o mundo pôde assistir em directo ao monumental engano da revelação do “melhor” filme do Ano. Quando os actores do musical “La la Land” pulavam, abraçavam-se de alegria e agradeciam pela suposta vitória que durou dois minutos, eis que aparece alguém a dizer que afinal o vencedor era “Moonlight” – fez-se justiça a luz que piscava o Luar de Los Angeles. Como aquela noite é repleta de momentos que nos levam a “risota total”, os anunciadores da “nova” novidade tiveram que dizer repetidamente que não estavam a brincar e que não se tratava de uma partida de carnaval. Muitos hoje perguntam-se, como foi possível tal gralha? Houve até quem aproveitou o clima carnavalesco para fazer paródia em torno da gafe e classificá-la como truque para aumentar as audiências – do jeito que este mundo anda, não duvido nada. Esta gafe,mostrou-nos uma vez mais que os erros acontecem onde menos se espera. Nem quero imaginar o que se iria dizer se o mesmo acontecesse numa qualquer gala de entrega de prémios na Península Ibérica por exemplo… Não acredito que alguém nos “chamasse” de incompetentes e que nem sabíamos ler um simples envelope com o nome do vencedor. Apesar da bronca, o evento vai continuar a ser uma das cerimónias mais vistas do mundo e quem sabe se em 2018 fico também acordado até as tantas e partilhar com os amigos, em 1ª mão, os vencedores. Falando em eventos, estou bastante apreensivo com os acidentes do carnaval da “cidade marvilhosa” – já vai no segundo?! A continuar assim, o carnaval do Rio deste ano será lembrado como o das “que donas” (leia devagar) na Marquês de Sapucaí e pela ausência justificada do Prefeito (equivalente a Edil) Marcelo Crivella. Oxalá que os “deuses carnavalescos” do Sambódromo “abençoem” a “garotada” e os carros alegóricos, para que tudo corra bem, dentro possível, do que falta da festa.

Obs: Esta semana fui instigado por um amigo que vive no Bengo a escrever sobre as relações Angola-Portugal. Tal pedido, fez-me recordar um “clássico” de Barceló de Carvalho. Lembro-me vagamente do refrão, que diz, “(…) qualquer coisa no estrangeiro”.

Sempre que as relações dos dois países sentem-se ameaçadas, seja porque um político português esteja à contas com a justiça angolana ou vice-versa, opto pela prudência e clareza nas opiniões na certeza que os laços seculares dos dois povos irmãos, sensibilizem os políticos dos dois países e que no final tudo acabe bem e as relações saiam reforçadas. Não acredito que Angola e Portugal optem pela ruptura. Não faria muito sentido. Seria até mesmo catastrófico para os dois países. Algumas empresas angolanas dependem do que exportam para Portugal e muitas portuguesas do que exportam para Angola – embora nos últimos tempos a falta de divisas tenha obrigado a um abrandamento das exportações portuguesas para Angola – ainda assim, o mercado angolano continua a ser bastante apetecível para as empresas “Tugas”. Podemos discutir se António Costa fez bem ou não em anular a viagem de Estado a Angola, para “sine die” depois das eleições gerais que marcam a sucessão ao Ex.mº Camarada dos Santos, mas uma coisa devemos concordar, se a fizesse nos próximos dias o “timing” não seria o mais apropriado. O tempo ajudará a cerenar os ânimos entre Luanda e Lisboa.   O aniversariante Sport Lisboa e Benfica – fez 113 anos, foi a Amoreira e venceu por 1-2, uma vez mais às “Kostas” de Mitroglou, o sempre difícil Estoril-Praia, na 1ª Mão das “meias” da Taça de Portugal – o tal troféu que falta a Rui Vitória para fazer o pleno ao serviço dos “encarnados”. Será desta Rui? Se mantiverem a mesma humildade e empenho no jogo da 2ª mão, acredito que sim. Espero que os jogos que faltam da Liga NOS sejam bem disputados e que não haja casos de arbitragem que justifiquem reuniões em sede própria – no Conselho de Arbitragem.

 

Até para Semana, abençoados.

Assina: Manuel Mendes

Gestor Imobiliário

PS (Post Scriptum): Manuel Mendes opta por escrever na antiga ortografia da língua portuguesa.

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