Os trabalhadores da Amarsul, empresa responsável pelo tratamento e valorização dos resíduos urbanos em Almada, Seixal, Sesimbra, Barreiro, Setúbal, Moita, Montijo, Palmela e Alcochete, realizam dois dias de greve, das 0 às 24 horas do dia 14 e das 0 às 24 horas do dia 16 de junho.

 

Os trabalhadores exigem o aumento dos salários e subsídios. Segundo o pré-aviso de greve, os trabalhadores estão «contra a distribuição de dividendos imposta pelo acionista maioritário Mota-Engil SA da riqueza criada pelos trabalhadores e pela distribuição das mais-valias criadas de forma justa e equitativa». Defendem ainda a reversão da privatização dos serviços de tratamento e valorização de resíduos.

 

Recorde-se que, em julho de 2015, a Amarsul passou a integrar o grupo Mota-Engil por via da aquisição da Empresa Geral de Fomento (EGF), detentora de 51 por cento do capital social da Amarsul, decisão contestada pelos municípios da região.

 

Desta forma, a recolha de lixo deverá ficar afetada na Margem Sul. A Câmara Municipal do Seixal apela à colaboração dos munícipes para que evitem a deposição de resíduos nos dias 14 e 16 de junho.

 

Na sequência do anúncio da greve, os municípios da região solicitaram uma reunião urgente à acionista maioritária da AMARSUL, visando encontrar soluções.

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