Os trabalhadores da Petrogal, do grupo Galp Energia, decidiram suspender a greve de hoje na refinaria de Sines por considerarem que os serviços mínimos, decididos pelo Governo, eram “abusivos” e inviabilizavam o efeito do protesto.

“O Governo vem em socorro da administração da Petrogal, concedendo a esta aquilo que os tribunais disseram não ser possível conceder, porque viola a lei e a Constituição”, adianta a Federação das Indústrias Metalúrgicas e da Energia (Fiequimetal).

Em declarações à Lusa, o coordenador Rogério Silva adiantou que os serviços mínimos decididos, por despacho, pelo Governo “eram quase máximos”, considerando-os “abusivos”.

“Os serviços mínimos decididos inviabilizavam praticamente o efeito da greve”, declarou, adiantando que ainda hoje os dirigentes sindicais vão reunir-se para decidir novas formas de luta para contestar “os quatro anos em que os trabalhadores da Petrogal não têm atualização salarial”.

Em cima da mesa, está ainda a possibilidade de agir judicialmente contra o Governo, considerando que “o despacho atenta contra um dos direitos fundamentais previstos na Constituição portuguesa”, o direito à greve.

“É um Governo que faz tudo o que esteja ao seu alcance contra os trabalhadores, a quem impõe uma impiedosa política de empobrecimento e de ataque aos direitos, por via da legislação laboral, ou por outras vias, como é agora o caso deste famigerado despacho, inconstitucional, contra a greve”, considera a estrutura sindical.

Os trabalhadores da Petrogal tinham convocado quatro dias de greve na refinaria de Sines, com início às 00:00 de hoje, prolongando-se até sexta-feira, e dois na refinaria em Matosinhos, na quinta e sexta-feira.

 

Lusa

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