As comissões de utentes da saúde dos concelhos de Palmela, Sesimbra e Setúbal promovem, na quinta-feira, dia 5 de março, uma vigília junto ao Hospital de São Bernardo, em protesto contra o que apelidam de “política de mercantilização dos cuidados de saúde, cujo fim último é beneficiar os grupos económicos e financeiros privados que atuam na área da saúde”.

A ação de protesto está marcada para as 18h e, em comunicado, os promotores da vigília apontam como razões para a iniciativa, entre outras, “a publicação da portaria nº 82/2014”, “a concentração de serviços de urgência no Hospital Garcia de Orta e em Lisboa, nomeadamente, durante o período noturno e fins-de-semana”, “a avaria de aparelhos como os da realização de TAC’s” e as “faltas de camas no Hospital”.

Para as comissões com a publicação da portaria nº 82/2014 “o Centro Hospitalar de Setúbal (CHS) poderá ficar reduzido a uma mera Unidade Básica Hospitalar”, acrescentando que “de uma penada a portaria retira-lhe especialidades como Obstetrícia, Urologia, Gastroenterologia, Oncologia Médica, Infeciologia, Nefrologia, Hematologia, Oftalmologia, Otorrinolaringologia, Cirurgia Plástica e Reconstrutiva, Pneumologia, Endocrinologia e Imunoalergologia entre as mais importantes”.

“A concentração de especialidades no Hospital Garcia de Orta, que tem vindo sub-repticiamente a ocorrer, gera e aumenta desigualdades e dificuldades de acesso aos Palmelenses, Sesimbrenses e Setubalenses aos cuidados hospitalares, tanto mais que há muito que este Hospital está incapaz de dar respostas às necessidades da população de Almada e Seixal”, sublinham, frisando que “cerca de 50.000 utentes do concelho de Sesimbra foram incluídos na área de influência do Hospital de S. Bernardo, sem que fossem tomadas as necessárias medidas em termos de espaço físico, de logística e dotação de pessoal, aumentando de 557 para 687 o número de habitantes por cama”.

“Assistimos a um recuo em termos de organização e funcionamento de serviços de saúde que, se não lutarmos, deixarão de ser de proximidade e acessíveis por vontade deste governo”, rematam.

 

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