Os melhores alunos da Escola Secundária D. João II receberam, no passado dia 30 de setembro, numa cerimónia realizada no auditório da escola, diplomas, medalhas de mérito académico e desportivo e prémios monetários pelo seu empenho e esforço durante o ano letivo anterior. Os 144 alunos distinguidos, do 7º ao 12º anos, obtiveram uma média igual ou superior a 4 (7º ao 9º) e média igual ou superior a 16 valores (10º ao 12º).

“Somos 126 professores, 25 funcionários e 1490 alunos. Vestimos a camisola do ensino público de qualidade, numa escola pública digna, dedicada à comunidade e à nossa cidade de Setúbal”, expressou o diretor da Escola Secundária D. João II, Ramiro Sousa, para uma plateia de centenas de alunos e seus familiares, professores e assistentes operacionais da instituição, além de representantes do poder local e de empresas e instituições da região. “A escola pública portuguesa tem que ser valorizada e a educação tem que ser um investimento de todos: alunos, pais e professores”, afirmou o responsável, para quem “alunos bem formados serão melhores cidadãos”, algo que “a cidade de Setúbal merece”, concluiu.

O presidente da Junta de Freguesia de S. Sebastião, antigo aluno daquela escola, revelou a sua satisfação por ver uma “sala cheia para premiar o mérito” e congratulou alunos, professores e famílias pelo “caminho de esforço e dedicação percorrido ao longo do ano”, enaltecendo em particular o empenho dos pais e encarregados de educação que “abdicam de muita coisa para proporcionar aos filhos esta oportunidade, que deve ser agarrada com todas as forças”.

Apesar de apoiar a distinção do mérito, Nuno Costa chamou a atenção para o facto de que “a escola não é um campo de treinos onde a avaliação é o objetivo final”, disse, afirmando que “a sociedade não pode deixar de ser solidaria, humana e inclusiva. Premiar o mérito sim, mas sem esquecer tudo o resto que faz de nós cidadãos de corpo inteiro”.

O vereador da Câmara Municipal, com o pelouro da educação, deu os parabéns à escola por envolver a comunidade no reconhecimento do valor dos seus alunos e mostrou “confiança no futuro da cidade, olhando para o desempenho dos alunos formados nas nossas escolas”. Pedro Pina chamou também a atenção para os alunos ausentes na cerimónia, “não por falta de empenho, mas por outros factores relacionados com uma sociedade que não proporciona as condições para que eles possam fazer este caminho”, indicou, lançando um repto aos alunos premiados para que assumam um papel “para que mais alunos sejam reconhecidos neste esforço e para uma escola mais inclusiva”.

Além dos diplomas, foram entregues pelo diretor da empresa GFI Portugal seis bolsas individuais a alunos do 7º e 8º anos, no valor de 2500 euros, que visam a promoção e valorização do estudo, de comportamentos, valores e cidadania. Os restantes prémios monetários, que totalizaram 5300 euros, foram atribuídos aos três melhores alunos dos 10º, 11º e 12º anos do ensino regular, aos melhores alunos do ensino profissional e aos melhores alunos do 9º ano de escolaridade, pelas empresas Goldfood e Edugep, pelo Rotary Club de Setúbal, pela IPSS LATI e pela Associação de Pais da escola.

Partilhe esta notícia