Dois investigadores do Facebook publicaram um artigo numa revista científica, onde admitem ter manipulado o conteúdo recebido por mais de 600 mil utilizadores para estudarem a sua reação ao teor positivo ou negativo de um post.

Os investigadores modificaram o algorritmo de alguns utilizadores do Facebook para que estes recebessem conteúdo positivo ou negativo, tendo posteriormente concluído que fizeram publicações do mesmo teor aos quais foram expostos no newsfeed.

Ètico? Nada. Acontece que os ratos do laboratório gigante “Facebook” não foram avisados que o conteúdo que estavam a receber era manipulado.

Por outras palavras, Zuckerberg e companhia podem adaptar o algorritmo para manipular as emoções de quem usa o Facebook pela exposição a conteúdos positivos ou negativos.

Se há maneira de reclamar? Não, quando  aceitamos os termos de uso do Facebook, sujeitamos os nossos dados ao maior banco de “Big Data” da atualidade. Hábitos de navegação, comportamentos online e tudo mais fica armazenado… a partir daí pouco mais se sabe.

O cientista responsável pela pesquisa, Adam Kramer, – referiu numa entrevista, que gostava de trabalhar para o Facebook porque a rede era o maior banco de dados sobre o comportamento humano do mundo.

 

Fernando Valente : www.buzzstop.pt

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