O deputado do PSD, Bruno Vitorino, considera que a Associação de Municípios da Região de Setúbal (AMRS) está a “deitar dinheiro dos contribuintes para a rua e a fazer campanha partidária com o dinheiro do seu Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI)”.

Esta crítica surge na sequência da decisão da AMRS em colocar um conjunto de outdoors em diferentes concelhos do distrito de Setúbal, com a mensagem “poder local democrático – obra feita, visão de futuro”.

Segundo o social-democrata, a colocação deste tipo de cartazes em véspera de eleições autárquicas é uma forma “camuflada” de fazer campanha por quem está no poder, e dessa campanha ser paga com o dinheiro dos contribuintes.

“Não é prioritário, não é ético, não é sério. Fará sentido que os munícipes da região de Setúbal paguem o IMI mais elevado do país para depois ver as suas Câmaras a deitar o dinheiro dos contribuintes para a rua desta forma?”, assinala.

Bruno Vitorino questiona mesmo a utilidade desta estrutura e dá o caso do concelho do Barreiro onde a Câmara Municipal transfere cerca 200 mil euros por ano para a AMRS “não se percebendo bem para quê”.

“Que utilidade tem esta Associação? Colocar outdoors de propaganda? Esta verba não seria mais útil empregue na limpeza das ruas, na recolha do lixo, ou na remoção de grafittis?”, assinala.

“Não é prioritário, não é ético, não é sério e tenho dúvidas que seja legal”, diz Bruno Vitorino, afirmando que vai expor o caso à Comissão Nacional de Eleições.

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