Concluiu-se este fim-de-semana a 11ª jornada da Liga Portuguesa e continuou tudo tranquilo na frente. Benfica, Sporting, Porto, Braga e Guimarães ganharam os seus jogos. Uns mais tranquilos que outros mas o principal objetivo foi conquistado. A única exceção até agora foi o Belenenses que acabou por ceder um surpreendente empate a zero com o Arouca em casa. Falta ainda ver o que vai fazer hoje o Paços de Ferreira frente ao Estoril.

Os jogos dos denominados três grandes do futebol português estiveram envolvidos em grande polémica. Mais uma vez muita tinta vai correr por causa das arbitragens, tema muitas vezes central do futebol português mas que não deveria ser, pelo menos com a atenção mediática que por vezes se dá. Sabemos que existem muitos maus árbitros em Portugal mas também existem maus jogadores, maus treinadores, maus dirigentes e maus adeptos. A solução defendida por muitas pessoas passa por trazer árbitros estrangeiros porque esses são imparciais, será? E quando estes árbitros cometerem erros que beneficiem A, B ou C. O cenário está mais que visto, voltará tudo ao mesmo, aos mesmos protestos!

Voltam as bocas do “colinho”, os vídeos a mostrar que os outros são mas beneficiados e os comunicados constantes, isto porque em Portugal temos muito a mania de justificar os insucessos com os erros dos outros, nós nunca temos culpa de nada. Se um jogador falha um golo escandaloso é azar, se um árbitro não marca um penálti é corrupto, mal-intencionado e incompetente. Uma coisa é certa, por mais que se queixem, os denominados três grandes são os mais beneficiados pelos erros de arbitragem, curiosamente são os que mais se queixam e este fim-de-semana foram os três beneficiados.

 

Somos dos poucos países que mais atenção damos ao trabalho dos árbitros que propriamente à técnica e à beleza do futebol. Temos programas de televisão que em vez de discutir o jogo em si estão tempo todos a analisar lances de arbitragem ao detalhe. Se é isto que “vende” e se é só a erros de arbitragem que prestamos atenção, então não gostamos da essência do futebol. Comecemos também a interpretar da forma tão profunda os erros dos jogadores, dos treinadores e dos dirigentes da mesma forma que analisamos os árbitros. Se calhar chegamos à conclusão que também muitos estão longe de chegar à perfeição. Até para a semana.

 

Partilhe esta notícia