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Durante quatro dias, entre 24 e 27 de julho, a aldeia de Monsanto, em Alcanena, regressou ao pulso das festas tradicionais em honra do Divino Espírito Santo. O evento combinou devoção, música e gastronomia, reunindo moradores, emigrantes e visitantes e reafirmando o papel da festa no calendário local.
As celebrações trouxeram de volta rituais que marcam a identidade da comunidade e dinamizaram o comércio e a vida social da aldeia ao longo do fim de semana. Para muitos residentes, a iniciativa foi também uma oportunidade de reencontro com família e amigos vindos do estrangeiro.
Sexta-feira — Dia do Emigrante
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A abertura centrou-se nos emigrantes que regressam à terra natal. As refeições comunitárias arrancaram ao início da noite e, ao longo das horas seguintes, a programação musical animou as ruas com propostas variadas.
Passaram pelo palco projetos locais e bandas convidadas, culminando numa madrugada com ritmos mais dançantes.
Sábado — Dia da Juventude
O segundo dia começou cedo, com o habitual peditório pelas ruazinhas da aldeia, tradição que envolve sobretudo as gerações mais novas. À noite, novos encontros à mesa deram lugar a concertos pensados para públicos de várias idades.
- 24 de julho (sexta): jantares comunitários a partir das 19h00; Bandinha Mirense às 20h30; Banda Enigma às 22h30; after-party com African Groove.
- 25 de julho (sábado): peditório matinal desde as 08h00; jantares noturnos e atuação da Banda Bico d’Obra; noite com Reis da Música Brasileira.
- 26 de julho (domingo): Dia da Tradição com missa às 16h00 e procissão; banda RH+ após os jantares; animação noturna com Hot Crazy Boy.
- 27 de julho (segunda): Dia de Monsanto; encerramento musical com João Louro e DJ Joana Dinis na madrugada.
O terceiro dia destacou a dimensão religiosa do evento: a missa solene e a procissão pelas artérias da aldeia atraíram quem acompanha e preserva os ritos locais, reforçando a ligação entre fé e comunidade.
Além do programa cultural e litúrgico, a festa foi um estímulo económico para pequenos comerciantes e restauração local — restaurantes, tascas e vendedores ambulantes sentiram maior movimento durante todo o fim de semana.
O que fica para a vila
A retomada da festa reforça tradições e contribui para manter vivas práticas que unem várias gerações. Para os mais jovens, é um contacto direto com manifestações culturais locais; para os emigrantes, uma ocasião de reconhecimento e pertença.
Em termos práticos, a festa serviu ainda como teste para a logística local: gestão de espaços, segurança e capacidade de acolhimento de visitantes continuam a ser pontos-chave para a organização de futuras edições.
Na próxima edição, a comunidade espera conservar o equilíbrio entre devoção e entretenimento, assegurando que a celebração do Divino Espírito Santo continue a ser um momento de encontro e afirmação cultural para Monsanto.












