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Para marcar os 170 anos da chegada do caminho-de-ferro a Portugal, o Museu Nacional Ferroviário, no Entroncamento, lançou um ciclo de concertos de câmara que conecta repertório musical e memória industrial. A programação, que decorre entre setembro e novembro, propõe apresentações em espaços históricos do museu e culmina com a estreia de uma peça inédita inspirada pela história ferroviária.
Uma proposta cultural entre carris e salas de exposição
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O projeto, divulgado pelo museu, reúne pequenas formações e solistas que vão interpretar repertórios diversos — do barroco às sonoridades contemporâneas — em locais como o Armazém de Víveres, a Sala do Comboio Real e a Rotunda das Locomotivas. A intenção é fazer a música dialogar com os objetos e cenários ferroviários, aproximando público e património.

Os concertos ocorrem aos sábados, com início às 15h30 e duração aproximada de 50 minutos. A entrada está incluída no bilhete normal do museu, sem custo adicional, o que facilita o acesso a quem já planeia uma visita ao espaço.
Principais eventos e datas
- 5 de setembro</strong — “Arcos em Duelo” (Armazém de Víveres): violinista Carolina Costa e contrabaixista Francisco Viana, num cruzamento entre obras de Carlos Seixas e tangos de Astor Piazzolla. (Repetição: 7 de novembro).
- 12 de setembro</strong — “Gaitas e Folias” (Armazém de Víveres): Pedro Santos (acordeão) e Paulo Gaspar (clarinete) exploram jazz, tango, repertório clássico e música contemporânea. (Repetição: 24 de outubro).
- 19 de setembro</strong e 17 de outubro — “Canto da Terra” (Sala do Comboio Real): a mezzo Juliana Mauger e o pianista Brian MacKay apresentam tradições musicais que percorrem geografias como Irlanda e Brasil.
- 10 de outubro — “E Tudo o Vento Levou” (Rotunda das Locomotivas): programa para metais montado junto à locomotiva CP 553, tornando a máquina parte do cenário artístico.
Além desses encontros, o ciclo reserva um momento final de grande significado: a estreia de uma composição encomendada para celebrar a primeira viagem ferroviária em Portugal. A peça foi construída a partir de textos de diferentes épocas e memórias, e pretende refletir sobre o tema do progresso associado à ferrovia.

Por que isso importa agora
Comemorações como esta reavivam a relação entre comunidade e património local, além de oferecerem programações culturais acessíveis. Para o Entroncamento — cidade que cresceu em torno da estrada de ferro — o ciclo funciona também como um lembrete do papel da ferrovia na formação da identidade urbana e na economia regional.
Quem procura atividades culturais no fim de semana ganha opções curtas e planeáveis, com cenários pouco convencionais para concertos de câmara. A integração entre exposição e música cria experiências que podem interessar tanto a entusiastas da história ferroviária quanto a apreciadores de música.
Informações práticas
Dias: sábados de setembro a novembro (ver lista acima para datas específicas). Horário: 15h30. Duração: cerca de 50 minutos. Local: diferentes salas do Museu Nacional Ferroviário, Entroncamento. Bilhetes: incluídos no ingresso regular do museu.
Para confirmar horários e disponibilidade, recomenda-se consultar o site do museu ou contactar os serviços de atendimento antes da visita, especialmente nos dias em que há repetição de espetáculos.











