Scope eleva Portugal a A+ e atribui perspetiva estável

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A agência de notação Scope elevou hoje a avaliação de crédito soberano de Portugal de A para A+ e atualizou a perspetiva de “positiva” para “estável”. A decisão destaca melhorias fiscais e um desempenho económico que a entidade considera mais resiliente do que a média da zona euro.

O que anunciou a Scope

Em comunicado, a Scope informou ter revisto em alta os ratings de longo prazo e da dívida sénior não garantida da República Portuguesa. A alteração traduz um reconhecimento do progresso observado nas contas públicas e na posição externa do país.

Documento oficial com comunicado de imprensa genérico
Comunicado da agência anunciando a revisão em alta do rating.

Fatores que pesaram na decisão

A agência apontou vários elementos que sustentaram a subida do rating. Entre eles estão a queda do rácio dívida/PIB, resultado de uma trajectória orçamental favorável, e custos de juro relativamente contidos, que aliviam a conta pública.

Gráfico genérico de evolução dívida/PIB e crescimento económico
Queda do rácio dívida/PIB e crescimento resiliente explicam a decisão.

  • Desempenho fiscal consistente, com redução do endividamento em proporção ao PIB;
  • Crescimento económico resiliente, apoiado pelo turismo e pela recuperação do emprego;
  • Melhoria da posição externa e impactos positivos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e das reformas já implementadas.

Segundo a Scope, o turismo robusto e os ganhos de emprego têm sido determinantes para que a atividade económica supere, nos últimos anos, a média da zona euro.

Perspetivas de crescimento e riscos

A agência manteve previsão de que o crescimento real do PIB continuará sólido. Para 2026, a Scope espera uma expansão de 2,1%, apesar dos efeitos indiretos do conflito no Médio Oriente.

Já a projeção para o horizonte médio (2027–2031) aponta para um crescimento anual médio de cerca de 1,7%, nível que a agência considera superior à média do conjunto da zona euro.

A mudança da perspetiva para “estável” reflete, segundo a Scope, a avaliação de que os riscos para os próximos 12 a 18 meses se encontram equilibrados, sem factores imediatos que justifiquem uma alteração de tendência.

O que isto significa para Portugal

A melhoria do rating pode reduzir custos de financiamento no mercado e reforçar a confiança de investidores. Ainda assim, a evolução futura depende de manter disciplina orçamental e de sustentabilidade das contas externas, advertiu a agência na nota que acompanhou a decisão.

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