Na reunião pública da Câmara Municipal do Montijo, realizada no dia 26 de outubro, o Orçamento Municipal para 2017, as Grandes Opções do Plano (2017-2020), o Quadro Plurianual Municipal (2017-2020) e o Mapa de Pessoal para 2017 foram inviabilizados devido aos votos contra da CDU e do PSD.

O Orçamento Municipal para 2017 apresentava um valor total de 25.754.131, 00 euros. A receita corrente prevista era de 25,4 milhões de euros e a despesa corrente de 22,1 milhões de euros. A despesa de capital, ou seja, dos investimentos inscritos nas Grandes Opções do Plano, ascenderia a 3,6 milhões de euros.

Os votos contra da CDU e do PDS colocam em causa a realização de investimentos ao abrigo do Portugal 2020, através do Pacto de Desenvolvimento e Coesão Territorial da Área Metropolitana de Lisboa e do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano – PEDU, que inclui investimentos como a Casa da Música Jorge Peixinho, o Jardim da Quinta das Nascentes, a reabilitação das Piscinas Municipais, a recuperação de escolas, a recuperação da Ermida de Santo António, a intervenção na Praça 1.º de Maio, a pedonização da Rua Miguel Pais e, ainda, o apoio e melhoria de infraestruturas nos bairros mais desfavorecidos.

A consequente não aprovação do Mapa de Pessoal para 2017 vai criar dificuldades acrescidas na contratação de pessoal para áreas essenciais à qualidade de vida das populações, como são o caso da educação, da higiene urbana e dos jardins.

Perante este impasse, o presidente da Câmara Municipal do Montijo, Nuno Canta, irá continuar a procurar a convergência e o consenso político com as oposições, CDU e PSD, para uma possível viabilização dos documentos previsionais para o ano de 2017.

 

 

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