O complexo fabril da Secil no Outão, que produz cimento e clínquer, estimulou, em 2015, a geração de riqueza (PIB) na região da Península de Setúbal no valor de cerca de € 44 milhões (€ 120 milhões a nível nacional), evidenciando-se o seu peso nos municípios de Setúbal (47%), Montijo (23%) e Barreiro (17%). Esta é uma das principais conclusões de um estudo realizado pela consultora KPMG com o objetivo de medir o impacto socioeconómico do complexo fabril do Outão na região da Península de Setúbal e a nível nacional – um estudo referente a dados do anos de 2015 que demonstra o contributo decisivo da unidade fabril para o dinamismo económico e social da sua região envolvente. De facto, por cada euro gasto pela fábrica do Outão na Península de Setúbal são gerados cerca de 2,7 euros na economia da região.

Segundo o mesmo estudo, devido à atividade do complexo fabril do Outão foram gerados 672 postos de trabalho na região da Península de Setúbal de forma direta e indireta, ascendendo este número a 1689 postos de trabalho a nível nacional. O impacto direto na geração de emprego é de 169 colaboradores (trabalhadores do complexo fabril do Outão), dos quais 140 residem na região da Península de Setúbal e cujo salário médio é 115% superior à média nacional e 65% superior à média da região na indústria transformadora.

No que diz respeito ao impacto indireto no emprego, este ascende a 503 postos de trabalho na Península de Setúbal, sendo Setúbal (54%), Barreiro (18%) e Montijo (14%) os municípios com maior peso. Refira-se que mais de 70% do emprego indireto gerado pelo complexo do Outão está concentrado em cinco setores de atividade, que fazem na sua maioria parte do processo produtivo, destacando-se o impacto dos serviços de reparação e instalação de máquinas e equipamento (29%).

Paralelamente ao efeito multiplicador na geração de emprego, o complexo fabril do Outão alocou 65% (€ 37,4 milhões) da sua despesa em compras a fornecedores nacionais, sendo que 44% (€16,3 milhões) desse valor é referente a fornecedores da Península de Setúbal, o que demonstra que o seu contributo é decisivo no dinamismo gerado nos setores a montante da sua cadeia de valor.

Recorde-se que a produção do complexo fabril do Outão resultou, em 2015, na venda de 1,2 milhões de toneladas de cimento e 600 mil toneladas de clínquer, correspondente a € 95,4 milhões. Deste valor 68% traduziu-se em exportações (44% de cimento e 24% de clínquer), todas concretizadas através do Porto do Setúbal, tendo representado 31% do total de exportações em volume realizadas por este Porto.

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