O deputado e presidente da Distrital de Setúbal do PSD, Bruno Vitorino, diz que a pretensão dos partidos de esquerda de quererem que o serviço prestado pela Fertagus, na ligação ferroviária entre os concelhos da margem sul e Lisboa, passe para a alçada da CP, é mais um exemplo da perseguição ideológica que movem a tudo o que é privado e que funciona bem.

O social-democrata refere que o serviço prestado pela Fertagus é uma mais-valia para a região de Setúbal, sobretudo ao nível da eficiência do serviço prestado e à satisfação dos seus utilizadores.

A Fertagus é responsável por cerca de 70 mil deslocações diárias e a satisfação dos clientes com os serviços fornecidos é muito elevada. O Índice Global de Satisfação dos clientes da Fertagus atinge 4,5 numa escala de 1 a 5, onde 46% consideram ganhar mais flexibilidade; 44% viajam com maior serenidade enquanto 35% consideram dispor de mais tempo livre.

“O PS, o PCP e o BE querem destruir um serviço que, apesar dos passes não serem baratos e poder ser sempre melhorado, executa a sua missão com qualidade. Cumpre os horários, não está sempre parado por greves e plenários de trabalhadores, garantido o serviço que é esperado pelos seus utentes”, diz Bruno Vitorino.

“Não deixa de ser caricato que esta pretensão surja numa altura em que a qualidade dos serviços públicos nunca esteve tão má. A Soflusa/ Transtejo, a CP e o Metro nunca funcionaram tão mal como nestes últimos anos de governo do PS, BE e PC. Há falta de verbas para o seu normal funcionamento, para contratar mais pessoal, e para a manutenção de frota e material circulante”, aponta.

“Perguntem a um utilizador da Fertagus se deseja, no futuro, enfrentar supressões de carreiras, atrasos constantes, degradação do transporte, sem nunca saber se nesse dia vai conseguir chegar ao trabalho a horas”, acrescenta.

O PSD defende que a Fertagus deve continuar a fazer parte do futuro do transporte público de passageiros, continuando o seu processo de afirmação enquanto alternativa de qualidade aos restantes agentes de mobilidade da Península de Setúbal.

“A esquerda continua a querer que o distrito de Setúbal continue estagnado. Continuam com a política do quanto pior for, melhor para eles”, conclui.

31 de julho de 2018

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