As Festas da Moita começam no dia 12 de setembro. Contudo, quem visitasse, no passado sábado, dia 30 de agosto, a vila julgaria exatamente o contrário. Barcos engalanados, ruas decoradas, folia promovida pela Charanga Musical Huga-Huga, e mais de duas mil pessoas no Largo do Cais durante a Apresentação Pública das Festas da Moita, que no final do evento tiveram ainda acesso a dois programas à escolha: um pezinho de dança pela noite dentro com o Grupo Musical Steel ou uma corrida à frente do touro, durante a tradicional largada.

Mika Mendes, Richie Campbell, Herman José, Emanuel e Rita Guerra são alguns dos artistas que vão subir ao palco da Marginal durante os dez dias mais longos do ano da vila da Moita. Para além da música, as Festas em Honra da Nossa Senhora da Boa Viagem, que têm oito séculos de existência, presentearão os visitantes com diversas atividades náuticas, religiosas e desportivas, largadas e corridas de touros, uma feira comercial e industrial e muita animação.

Nos dez dias das Festas da Moita, o touro e a cultura do campino são, sem dúvida, cabeças de cartaz, e na Moita gera-se uma atmosfera própria das feiras sevilhanas. A Av. Teófilo de Braga, no centro da vila, encontra-se já acolchoada de areia e entaipada com proteções de madeira à espera que os mais afoitos enfrentem o anfitrião do evento. De 15 a 19 de setembro, a Praça de Toiros “Daniel Nascimento” recebe, entre outros, Pedrito de Portugal, João Ribeiro Telles, Joaquim Bastinhas, Luís Rouxinol, Sónia Matias e vários grupos de forcados que farão as delícias dos mais aficionados.

A vertente religiosa centra-se no dia 14 de setembro, com uma missa solene na Igreja Paroquial, às 11h30. Na parte da tarde, pelas 17h30 realiza-se a procissão, que conta já, de acordo com o padre Sílvio Couto, com 26 andores, em honra de Nossa Senhora da Boa Viagem, precedida pela emotiva, e já tradicional, bênção dos barcos ornamentados no cais da vila da Moita.

A emblemática Tarde do Fogareiro acontece no dia 19 de setembro, sexta-feira, a partir das 13h. No final da largada, a avenida principal da vila será, à semelhança dos outros anos, invadida por mesas, cadeiras e fogareiros, onde ao longo do dia serão assados os mais variados petiscos, da carne à sardinha, ao som do fado vadio e da Charanga Musical Huga-Huga, da freguesia do Rosário.

Rui Garcia, presidente da Câmara Municipal da Moita, reconheceu que as Festas da Moita “são um exemplo e uma demonstração da vitalidade da vila”, “um importante contributo para a economia local, particularmente para o pequeno comércio”, e ainda, um inequívoco, revitalizador de “baterias”. No final, agradeceu aos trabalhadores da autarquia, ao comércio local, ao movimento associativo, à comissão organizadora e aos moitenses, uma vez que “uma festa também trás alguns incómodos, nomeadamente o ruído e a falta de estacionamentos”. “Os moitenses têm a convicção que vale a pena este sacrifício, porque as Festas da Moita valem mesmo a pena”, concluiu o autarca.

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