Os 114 alunos das sete escolas rurais do Agrupamento de Escolas de Santiago do Cacém, que viram o início do ano letivo adiado devido à falta de auxiliares de educação devem regressar às aulas, de acordo com a autarquia, “no decorrer desta semana”. A situação foi desbloqueada depois de os pais e encarregados de educação, acompanhados pela autarquia e as juntas de freguesia, terem exigido ontem em Évora “a resolução imediata do problema à Delegada Regional de Educação”.

Na génese do problema está, segundo o vereador da Educação da CMSC, Norberto Barradas, o total de horas atribuído às auxiliares para as sete escolas do concelho. “No ano passado, estavam atribuídas 28 horas e este ano só atribuíram 12 horas”, referiu.

O vereador explicou que terminaram a reunião em Évora, na Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE) do Alentejo, “sem saber qual seria a conclusão”. No entanto, passado “uma hora” foram informados, pela DGEstE em Lisboa, que “a situação já tinha sido desbloqueada”.

Atualmente, falta apenas o agrupamento recrutar o pessoal para as aulas começarem. “Esperemos que isso aconteça o mais rapidamente possível, para normalizar toda esta situação e acabar com este desconforto”, afirmou Norberto Barradas.

Recorde-se que, a Câmara Municipal de Santiago do Cacém, as Juntas de Freguesia de Abela, de S. Francisco da Serra, da União de Freguesias de Santiago do Cacém, Santa Cruz e S. Bartolomeu da Serra, pais e encarregados de educação, tomaram conhecimento, no final da tarde do dia 12 de setembro, que não estavam reunidas as condições para o início das aulas em sete escolas do 1.º ciclo do Agrupamento de Santiago do Cacém, em Abela, Arealão, Santa Cruz, Aldeia dos Chãos, Relvas Verdes, São Bartolomeu e Cruz de João Mendes, devido à inexistência de pessoal auxiliar.

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