Mais de meio milhão de portugueses, de acordo com um estudo da Marktest, espera emigrar ou trabalhar fora do país nos próximos 12 meses, alicerçados nestes números que espelham que a emigração continuará a aumentar, a autarquia de Sesimbra, representada pelo seu presidente, Augusto Pólvora, e a Direção-geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas (DGACCP), representada pelo embaixador João Maria Cabral, assinaram um protocolo de colaboração esta terça-feira, 30 de setembro, com o objetivo de criar uma estrutura de apoio aos munícipes que pretendam emigrar, tenham estado emigrados, estejam em vias de regresso ou que ainda residam nos países de acolhimento.

“Atualmente, mais de dois milhões e 300 mil portugueses nascidos em território nacional encontram-se espalhados por todo o mundo. Apesar de termos grande tradição, sobretudo com a vaga de emigração para França, nas décadas de 60 e 70, maioritariamente de habitantes das zonas rurais, hoje assiste-se a uma realidade diferente, que é a emigração proveniente dos centros urbanos e de pessoas qualificadas. Por isso, estes acordos com os municípios, e neste caso particular, com Sesimbra, são fundamentais para lhes proporcionarmos o apoio de que necessitam”, explicou durante a homologação do acordo o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário.

A opinião do Secretário de Estado foi partilhada pelo presidente do município, Augusto Pólvora. “Apesar de não termos na génese a tradição de emigrar, temos a experiência da Quinta do Conde, onde se assistiu na década de 70 a um grande fluxo migratório de pessoas que vieram de outras regiões do país e de imigrantes que voltaram. Já nos anos 90 assistimos à vinda de imigrantes para a construção e, mais recentemente, verificou-se a saída de pessoas que trabalhavam na construção civil e de jovens, devido à falta de oportunidades. Perante esta realidade decidimos criar um espaço de apoio ao imigrante, que também presta apoio aos que querem sair ou voltar, daí que este acordo seja importante para continuarmos a ter um serviço personalizado a todos os que querem sair ou regressar, com maior envolvimento da DGACCP”, concluiu o autarca.

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