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Comissões de utentes concentram-se segunda-feira

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Comissões de utentes concentram-se segunda-feira junto à residência oficial do primeiro-ministro para exigir que hospital avance

 

Comissão de utentes de saúde, autarcas e população do concelho do Seixal vão concentrar-se na próxima segunda-feira, dia 27 de novembro, às 10.30 horas, junto à residência oficial do primeiro-ministro, com o objetivo de alertar uma vez mais para as consequências dos sucessivos adiamentos na construção de um hospital no Seixal.

Esta é uma reivindicação antiga da população, que viu ser assinado em 2009 um Acordo Estratégico entre a Câmara Municipal e o Ministério da Saúde, que previa a conclusão do equipamento para 2012 e que tem vindo a ver os sucessivos adiamentos do mesmo e consequentemente os cuidados de saúde cada vez mais diminuídos.

Recorde-se que existe apenas um hospital, o Garcia de Orta, em Almada, que não tem capacidade para dar resposta aos cerca de 500 mil utentes que aí se dirigem, situação que se reflete nos elevados tempos de espera no serviço de urgência, nas consultas externas, nas cirurgias, assim como na falta de camas de internamento. Faltam também no Seixal centros de saúde, médicos de família e serviços de atendimento permanente.

A necessidade da existência de mais um hospital foi identificada em todos os estudos técnicos elaborados, como sendo de extrema urgência, pois em causa está em a saúde dos munícipes do Seixal, e também dos concelhos limítrofes que também iriam usufruir deste equipamento.

As declarações proferidas este mês pelo ministro das Finanças, Mário Centeno, referentes à construção de um hospital no Seixal, vieram ainda alarmar mais a população que vê uma vez mais adiada a construção do equipamento. O presidente da Câmara Municipal do Seixal, Joaquim Santos, referiu na altura que “o sucessivo adiamento da construção do hospital é uma injustiça para a população do concelho e da região, tendo em conta que este equipamento tinha 10 milhões de euros inscritos no Orçamento do Estado para 2017 e nem um cêntimo avançou”. O autarca lembrou ainda que “a construção de um hospital no Seixal, um equipamento de proximidade, permitirá descongestionar o Hospital Garcia de Orta que, apesar de ser um hospital de referência, não tem recursos suficientes para responder a tantos utentes. Estes atrasos no processo só vêm complicar a situação e a vida das populações”.

 

O hospital no concelho do Seixal
O equipamento no concelho representa um investimento total de 60 milhões de euros. Será construído em terreno do Estado, no Fogueteiro, em Amora, com o apoio da Câmara do Seixal através da isenção do pagamento de taxas municipais e a construção de acessos e infraestruturas, num valor próximo dos dois milhões de euros. Estará vocacionado para os cuidados em ambulatório, com serviço de urgência básica 24 horas por dia. Prevê a realização de consultas externas diferenciadas, com meios complementares de diagnóstico e terapêutica e exames técnicos em várias especialidades. Terá 72 camas, 60 de convalescença e 12 de cuidados paliativos, 23 especialidades e unidades de cirurgia em ambulatório, de apoio domiciliário e de medicina física e de reabilitação.

As comissões de utentes de saúde, os órgãos autárquicos, a Plataforma Juntos pelo Hospital e a população têm realizado várias iniciativas de forma a reivindicar a necessidade deste equipamento no concelho.

Foi o caso do cordão humano em torno da Baía do Seixal, que reuniu mais de 10 mil pessoas, a entrega de uma petição pública na Assembleia da República com mais de 8 mil assinaturas e a realização do Natal do Hospital no Seixal, que todos os anos reúne artistas locais e nacionais em torno desta causa e que este ano irá ser realizado no dia 17 de dezembro.

Destaque ainda para a Campanha 1 Voto pelo Hospital no Seixal que tem estado a decorrer pelo concelho nos mais diversos locais e equipamentos municipais, associações, coletividades, farmácias, instituições, e que tem permitido à população votar pelo hospital no Seixal. Esta campanha reuniu até ao momento 40 mil votos. Apesar dos recuos e avanços no processo de construção do hospital no Seixal, a luta pela sua construção vai continuar até que o hospital seja uma realidade e esteja ao serviço das populações.

 

Fonte: CM Seixal

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