A sexta-feira caótica e desesperante 

O CDS-Partido Popular Almada tem mantido desde o início da pandemia uma postura responsável, séria e equilibrada, evitando e esquivando-se mesmo ao facilitismo, ao populismo e ao alarmismo, considerando que a crise pandémica só pode ser ultrapassada com serenidade e seriedade, mas, ao mesmo tempo, com agilidade e tomadas de decisões certeiras e atempadas.

Desde do começo do problema, o CDS-Partido Popular em Almada, sempre procurou um diálogo esclarecedor, sempre procurou tomar parte das soluções construtivas apresentando mesmo um conjunto de 43 medidas para que a economia local pudesse fazer face à pandemia, tal como sempre se manteve sempre disponível para que em conjunto e com as restantes forças políticas, se conseguisse com brevidade, encontrarem-se soluções com respostas novas para os problemas imprevistos e imprevisíveis como é o caso do covid19.

Volvidos que estão quase dez meses desde o primeiro infectado por covid em Portugal, e depois da surpresa de uma nova realidade que mexeu directa e/ou indirectamente com a vida das pessoas e de toda a vida social e comunitária, os erros na gestão da pandemia nomeadamente por parte do Governo através da tutela do Ministério da Saúde e directamente pelo Primeiro Ministro, o que se passou hoje um pouco por todo o país, com maior incidência nos acessos ao concelho de Almada nomeadamente via Ponte 25 de Abril, deixa bem claro que não estão a ser implementadas nem a ser concretizadas de forma mais inteligente e eficaz as melhores soluções e respostas a dar à pandemia e as suas derivas.

Convém relembrar que o CDS-Partido Popular Almada continua a preocupar-se cada vez mais, com o combate à pandemia e continuará a contribuir dentro das suas atribuições e competências, com todo o apoio para que em conjunto se ultrapasse a crise de saúde pública o mais rápido possível.

De relembrar ainda que o CDS-Partido Popular em Almada, continua a defender o uso da máscara e continua a defender que se defina e se aplique as regras e as normas legais em vigor ou a implementar, tal como defende a necessidade do uso dos restantes mecanismos de protecção individual, por forma a fazer regressar com a maior brevidade possível a vida  normal na sociedade que não se render às fatalidades de um vírus que irá mais tarde ou mais cedo desaparecer, mas que se deve tentar minimizar ao máximo no presente os seus estragos e as consequências nefastas na vida das pessoas e da economia.

Ora, perante estes factos e de forma responsável, o CDS-Partido Popular Almada entende que deve haver um reforço dos meios humanos e materiais incluindo os meios da saúde, mas também, os meios adequados para quem tem a missão de proteger, tratar e também de fiscalizar.

Com as medidas do Governo mais criteriosas e mais assertivas perante o problema, pensar-se numa campanha de sensibilização mais próxima e constante, seria o ideal e a melhor alternativa, sob o risco de se colocar em causa outros direitos e outras liberdades e garantias do cidadão há muito conquistadas num mundo moderno, desenvolvido e livre.

O combate à pandemia, a par disso, trava-se essencialmente com mais investimento nos cuidados médicos, na prevenção e na sensibilização e no dar o exemplo, devendo o mesmo vir de cima e sem discriminações, e, muito importante, é fundamental a criação e a gestão de planos eficazes com aplicabilidade no terreno geridos por pessoas competentes e com a experiência que se exige em tempos tão fora do normal como os que se estão a viver.

Cingindo-se apenas ao dia de sexta-feira, dia 30 de Novembro de 2020, os acontecimentos de ontem um pouco por todo o país, com especial relevo entre os concelhos de Almada e Lisboa, nomeadamente no final da tarde, é bem revelador do desnorte que graça neste momento em Portugal, onde parece que ninguém governa ou toma decisões acertadas.

Tudo isto, e não propriamente pelas medidas decretadas pelo Governo no que respeita às restrições entre concelhos, qualquer cidadão minimamente preparado para viver numa sociedade moderna e desenvolvida, entende que o que se passou esta sexta-feira nos acessos ao concelho de Almada nomeadamente os acessos norte pela Ponte 25 de Abril, está no limite da aberração e da falta de noção mínima de quem no momento gere o país.

Os relatos desesperados e revoltantes que o CDS-Partido Popular Almada teve acesso por parte de muitos cidadãos do concelho e não só, espelham bem a falta de noção das decisões que foram tomadas de forma precipitada.

Esses relatos e essas queixas dão conta de horas intermináveis nas filas dos acessos à ponte com as temperaturas acima do que é supostamente normal para esta época do ano, condutores e famílias que desesperam para chegar a casa depois de uma semana de trabalho, ao mesmo tempo que constatou-se pessoas retidas no trânsito a necessitarem de vários tipos de cuidados incluindo cuidados médicos, crianças, algumas de tenra idade, dentro de automóveis durante horas, e autocarros e carreiras suprimidas por falta da ausência de um corredor BUS ou de outras alternativas levando a que se criassem filas a perder de vista nas paragens de autocarro, isto já para não falar na lotação de muitos desses autocarros onde a distância necessária nesta altura ficou completamente comprometida e esquecida.

O CDS-Partido Popular é do entendimento que esta acção de fiscalização jamais poderia ter ocorrido desta forma numa sexta feira e ao final da tarde, quando se sabe, à priori, que grosso modo dos utentes da travessia do rio Tejo, vão para as suas casas, muitos deles exaustos e que só pretendem ir para junto das suas famílias desfrutar de descanso merecido.

Mais entende o partido, que essa fiscalização deve ser efectuada dentro dos municípios, já no fim de semana e controlada dentro dos locais, impedindo, ai sim, as aglomerações que são perfeitamente dispensáveis durante uma pandemia em determinados locais.

Perante esta gravidade e perante esta falta de noção da realidade com repercussões muito negativas para os almadenses, o CDS-Partido Popular Almada, solicita que o Governo possa reverter para futuro, esta acção infundada e completamente despropositada, adoptando medidas bem mais eficazes e mais consensuais, solicitando ainda que a câmara de Almada se possa pronunciar no mesmo sentido manifestando ao lado das populações o seu descontentamento por tantos almadenses terem ficado prejudicados na sua mobilidade devido à ausência de uma gestão adequada para situações de crise por parte desta tutela.

O CDS-Partido Popular Almada exige ainda ao Governo que seja equilibrado e justo nas imposições e o âmbito das restrições que adopta para diferentes casos, pois o que se tem notado é que há enormes discrepâncias nas exigências e na aplicabilidade da lei a casos excepcionais como se tem assistido ao longo das últimas semanas e mesmo dos últimos meses criando por vezes, uma considerável injustiça entre os cidadãos portugueses.

O CDS-Partido Popular Almada