O vereador Bruno Vitorino volta apresentar, esta quarta-feira, em sessão de Câmara propostas relativas ao custo da água para as famílias barreirenses, bem como para empresas que foram forçadas a encerrar os seus negócios.


No que diz respeito às famílias, Bruno Vitorino reforça a necessidade de agir imediatamente. “O facto das famílias estarem muito mais tempo em casa, vai levar a um aumento muito significativo do consumo de água”.


Assim, e ainda para mais numa altura em que muitos agregados familiares tiveram uma perda de rendimentos por despedimento ou por lay-off, torna-se necessário impedir a subida da fatura da água para o dobro ou triplo.


Este aumento é facilmente percebido, porque consumindo mais meia dúzia de metros cúbicos de água, haverá um aumento de escalão. Ao passar de escalão, o preço do metro cúbico duplica, ao qual se junta também um aumento das taxas de resíduos e de saneamento.


 “Dada a conjuntura, torna-se necessário adotar medidas excecionais ao nível do município, que permitam aliviar os encargos financeiros para as pessoas, garantindo que não há nenhum aumento mensal dos gastos com a fatura da água, comparativamente à média do ano anterior”, sublinha Bruno Vitorino.


O vereador diz que é impossível que uma autarquia como é o caso do Barreiro, abdique pura e simplesmente de cobrar a fatura da água durante uns meses, de forma generalizada a todos os barreirenses.


“Essa opção é insustentável para o município. É pura demagogia. O que eu pretendo é que se possa manter um equilíbrio entre a sustentabilidade financeira da autarquia e aquilo que as famílias podem efetivamente pagar”, acrescenta.


“Com a minha proposta, não quero cortar receita para o município, mas não é moralmente aceitável que a autarquia ainda vá ver aumentada a sua receita à conta do que os barreirenses estão a viver”, refere.


Esta proposta, será materializada através de uma alteração dos escalões para o pagamento de água e das taxas de resíduos associadas, ou por uma redução direta de 25% sobre o valor total da fatura.


Bruno Vitorino pretende também isentar do pagamento da água, todas as empresas que se viram obrigadas a fechar portas, durante o período de emergência.


“Devemos dar um sinal de apoio aos nossos comerciantes e empresários. Apesar das suas empresas encerrarem, muitas das obrigações financeiras mantêm-se. Para muitas dessas empresas, a recuperação vai ser muito difícil, por isso devemos começar por aquilo que está ao nosso alcance, como não cobrar água, e a seguir adotar um conjunto de medidas inovadoras que visem injetar dinheiro na economia local, com o objetivo de salvar muitas dessas empresas e os respetivos postos de trabalho”, assume o vereador.


“A Câmara Municipal deve, naquilo que estiver ao seu alcance e sem perder a sua estabilidade financeira, ajudar quem mais precisa neste momento. As minhas propostas vão nesse sentido”, afirma Bruno Vitorino.