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O Governo anunciou um investimento de 172 milhões de euros para levar cobertura de 5G a todo o território nacional — uma medida comemorada pela indústria, mas que desperta cautela sobre a forma como os recursos serão usados. A novidade foi comunicada em audição parlamentar e já mobiliza operadores e reguladores, que aguardam clarificações sobre prazos, critérios e responsabilidades.
Na sexta-feira, durante a discussão do Orçamento do Estado para 2027, o secretário de Estado da Digitalização, Bernardo Correia, confirmou que a Autoridade Nacional das Comunicações (Anacom) promove uma dotação destinada a preencher as lacunas restantes da rede 5G. O anúncio surgiu no contexto de uma apreciação na especialidade da proposta orçamental.
Reação do setor
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António Coimbra, presidente da associação dos operadores, Apritel, qualificou a iniciativa como «positiva», mas sublinhou que a utilidade do financiamento dependerá das condições definidas para a sua aplicação. A declaração foi feita durante a apresentação do «Estudo de Sustentabilidade do setor das comunicações eletrónicas», elaborado pela EY‑Parthenon e encomendado pela Apritel, numa sessão realizada no Museu das Comunicações, em Lisboa.

Ao mesmo tempo, recordou-se que Portugal já alcançou uma cobertura 5G que serve 98% da população. O objetivo agora é estender esse sinal aos restantes 2% — áreas, em muitos casos, rurais ou de difícil acesso — e garantir que essa expansão seja sustentável e eficiente.
O essencial do anúncio
- Valor reservado: 172 milhões de euros para complementar a cobertura 5G.
- Entidade responsável: Anacom lidera o processo de atribuição dos fundos.
- Contexto: A confirmação foi feita durante audição parlamentar no âmbito do OE2027.
- Estado atual: 98% da população com 5G; meta de chegar a 100%.
- Reação das empresas: Apoio condicional — a eficácia depende dos termos de execução.
Para cidadãos e empresas, completar a cobertura tem impacto direto: melhora da conectividade em zonas remotas, potencial para serviços digitais avançados e redução da desigualdade de acesso. Para os operadores, porém, a chegada do financiamento levanta questões práticas sobre calendarização, processos de concurso, requisitos técnicos e incentivos para manutenção das infraestruturas.
Os próximos passos esperados incluem a divulgação pública das regras que regerão a aplicação dos fundos pela Anacom, calendários de implementação e mecanismos de supervisão. Representantes do setor acompanham com atenção cada detalhe, já que as decisões sobre elegibilidade e critérios de financiamento definirão quem — e como — executará as obras.
Em suma, a verba anunciada representa um avanço importante para a consolidação da rede 5G em Portugal, mas a sua eficácia só será avaliada quando forem conhecidas as condições práticas de execução e os mecanismos de fiscalização. Até lá, operadores, reguladores e utilizadores permanecem a aguardar clarificações.











