Joias imperfeitas ganham espaço nas Amoreiras: Raquel Poço abre loja fixa

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Uma marca de joalharia feita à mão ganhou lugar fixo no coração de Lisboa: depois de uma pop-up de sucesso, Raquel Poço inaugurou um ponto permanente no Amoreiras, reforçando a presença da sua estética artesanal e a aposta em peças sustentáveis. A mudança transforma um experimento de curta duração numa oportunidade para o público conhecer de perto bestsellers e serviços personalizados.

O quiosque abriu portas no dia 29 de abril, no piso térreo do Amoreiras Shopping Center, e reúne as peças mais procuradas da designer. O espaço foi desenhado para prolongar a linguagem visual da marca: linhas suaves, materiais naturais e mobiliário que valoriza o acabamento manual.

O que distingue as criações

As joias de Raquel Poço privilegiam um acabamento que evita a perfeição polida — um efeito deliberado que projeta sensação de autenticidade e singularidade em cada peça. A designer trabalha sobretudo com prata 925 e opções banhadas a ouro, mantendo uma estética que mistura o rústico com o elegante.

Além do aspeto, há um enfoque prático: grande parte do metal usado provém de reciclagem interna de coleções antigas, e a marca também transforma o ouro trazido pelas clientes em peças únicas, um processo que reduz desperdício e cria peças com história pessoal.

Por que isto interessa agora

A instalação permanente num centro comercial de grande fluxo amplia o alcance da marca, tornando-a mais acessível a quem procura joalharia artesanal sem depender apenas de mercados ou vendas online. Para o consumidor, significa maior facilidade de ver, experimentar e encomendar peças personalizadas.

  • Local: Amoreiras Shopping Center, piso 0
  • Data de inauguração: 29 de abril
  • Materiais principais: prata 925 e ouro banhado (reciclado quando possível)
  • Serviço personalizado: transformação de ouro do cliente em joias novas
  • Estética: acabamento manual, aspecto intencionalmente imperfeito

Trajetória da criadora

Raquel Poço, 36 anos, deixou a fisioterapia — área em que acompanhava vítimas de AVC e traumatismos cranioencefálicos — após enfrentar um problema de saúde que a afastou do exercício clínico. A recuperação levou-a a descobrir o Pilates, que passou a ensinar, e abriu-lhe tempo para experimentar artes e ofícios.

O interesse pela joalharia transformou-se em caminho profissional quando, em 2017, se inscreveu num curso da área. O projeto pessoal ganhou tração entre alunas e amigas; encomendas surgiram de forma espontânea e, durante a licença de maternidade em 2020, Raquel formalizou a marca e lançou o site.

Desde então, a presença em feiras e mercados ajudou a construir uma clientela fiel. A passagem para um espaço fixo nos Amoreiras é, na visão da designer, um passo para alcançar novos públicos e testar a aceitação em ambiente de retalho de maior escala.

O que esperar do novo espaço

O quiosque funciona como montra e ponto de atendimento: os visitantes podem ver coleções, solicitar peças por medida e esclarecer opções de reutilização de metais. A curadoria privilegia os bestsellers, mas a ideia é também mostrar a versatilidade do ateliê — desde brincos simples a peças encomendadas com materiais trazidos pelas clientes.

Raquel mantém uma relação direta com quem compra: muitas peças refletem processos manuais em que pequenas variações são valorizadas, não escondidas. Para quem busca joalharia com aposta em sustentabilidade e personalização, esta abertura representa uma alternativa aos circuitos de produção em massa.

Para já, a marca observa a receção: “Temos vindo dos mercados e agora testamos este formato; vamos ver como o público responde”, afirma a designer, resumindo a mudança como um passo experimental com potencial para ampliar a base de clientes.

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