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Na conferência de imprensa realizada há cerca de quatro horas, o treinador Carlos Queiroz colocou em dúvida a eficácia do uso do vídeo-árbitro no próximo Mundial, questionando em termos diretos se o sistema continuará a ter papel central no torneio de 2026. A intervenção reacende um debate técnico e prático que pode influenciar decisões chave em jogos e o rumo de seleções na competição.
O que motivou a pergunta
Queiroz afirmou que não quer reclamar por habito, mas pediu “clareza e consistência” nas intervenções dos árbitros assistidos por vídeo. Segundo ele, a incerteza sobre critérios e timing das revisões pode alterar o curso de partidas e prejudicar a preparação das equipas. A pergunta direta — “Ainda temos VAR no Mundial?” — foi feita no final de uma resposta mais longa sobre arbitragem e controvérsias recentes.
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O tom da intervenção foi pragmático: não se tratou apenas de criticar, mas de destacar a necessidade de regras aplicadas de forma uniforme, algo que treinadores e jogadores exigem quando se disputa por uma vaga ou um troféu.
Contexto e precedentes
Nos grandes torneios dos últimos anos, o uso do VAR trouxe decisões contestadas, debates sobre interpretação das regras e pedidos por mais transparência nas comunicações entre árbitros de campo e a sala de vídeo. Para 2026, com um formato ampliado do Mundial, essas questões ganham maior impacto: mais jogos e equilibrismos finos nas classificações aumentam a sensibilidade a erros de arbitragem.
- Consistência: treinadores pedem aplicação uniforme dos critérios de falta, mão na bola e interpretação de jogadas.
- Transparência: há pedidos para que comunicações entre VAR e árbitro sejam mais claras ao público.
- Tempo de intervenção: revisões longas perturbam o ritmo do jogo e a estratégia das equipas.
O que está em jogo para seleções e torcedores
Se as preocupações levantadas hoje por Queiroz forem partilhadas por outras vozes no futebol internacional, podem pressionar órgãos como a FIFA e a IFAB a revisar protocolos antes do início do Mundial. Mudanças ou maior clarificação poderiam afetar:
- Preparação tática das equipas (simulações de cenários com/sem revisão).
- Decisões de técnico em momentos críticos, como substituir ou manter jogadores.
- A confiança do público na justiça das decisões em partidas decisivas.
| Parte interessada | Preocupação/posição |
|---|---|
| Treinadores e jogadores | Querem critérios previsíveis e aplicação uniforme |
| Árbitros | Defendem o uso da tecnologia mas pedem clareza nos protocolos |
| Organizações (FIFA/IFAB) | Responsáveis por padronizar procedimentos e comunicar mudanças |
| Torcida e mídia | Exigem transparência e rapidez nas decisões |
Próximos passos e o que observar
Nas próximas semanas, vale acompanhar as reações oficiais e eventuais comunicados da FIFA ou da IFAB sobre protocolos de arbitragem para 2026. Conferências técnicas, reuniões de arbitragem e notas sobre atualizações nas leis do jogo serão indicadores de como a questão colocada por Queiroz poderá ser tratada.
Para seleções e torcedores, a lição imediata é prática: atenção às interpretações oficiais e preparação para cenários em que uma revisão de VAR decida o resultado. A pergunta do treinador funciona mais como um alerta — a tecnologia está presente, mas sua utilização ainda precisa ser clara e confiável para todos os envolvidos.












