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A exposição “Espectro” estreia no Museu Ibérico de Arqueologia e Arte (MIAA) em Abrantes e propõe um panorama amplo da fotografia contemporânea portuguesa. Aberta de 11 de julho de 2026 a 10 de janeiro de 2027, a mostra confronta tradição e experimentação e convida o público a repensar o papel da imagem hoje.
Curadoria e proposta
Com curadoria editorial de Luiz Carvalho, a iniciativa reúne trabalhos de autores com trajetórias diversas — do fotojornalismo à fotografia mais conceptual e performativa. A seleção privilegia o encontro entre práticas históricas e abordagens que exploram recursos digitais e híbridos.
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O objectivo não é apenas documentar diferenças geracionais, mas evidenciar como cada linguagem traduz questões sociais, memórias e transformações culturais em Portugal. O resultado é uma exposição que funciona como plataforma de diálogo entre olhares e técnicas.
Quem está presente
- António Pedro Ferreira — imagens que atravessam narrativa documental e reflexão sobre o tempo.
- Cláudia Clemente — trabalhos que exploram corpo e identidade com recorte contemporâneo.
- Gérard Castello-Lopes — abordagem marcada pelo enquadramento clássico e pela intensidade do preto e branco.
- João Cabral — percursos visuais que misturam reportagem e composição artística.
- João Mariano — prática experimental que joga com processos e materiais.
- João Miguel Barros — imagens que investigam paisagens humanas e urbanas.
- Luiz Carvalho — além da curadoria, apresenta trabalhos que dialogam com o arquivo e a performance.
- Mar A. Rodrigues — propostas visuais que cruzam fotografia e outras linguagens plásticas.
- Nuno Félix da Costa — enfoques documentais sobre comunidades e espaços em mudança.
- Pauliana Valente Pimentel — pesquisa sobre memória e presença através da imagem.
- Raquel Porto — exploração sensorial e conceitual do retrato e do corpo.
A lista mostra a diversidade de trajetórias reunidas na exposição: nomes consagrados ao lado de vozes emergentes, todos com repertórios formais e temáticos distintos.
Temas e linguagem
Um dos contrastes mais evidentes em “Espectro” é o convívio entre o preto e branco — frequentemente associado ao arquivo e ao fotojornalismo histórico — e peças que utilizam as possibilidades das tecnologias digitais. Esse diálogo permite perceber como equipamentos, processos e intenções moldam narrativas visuais muito diferentes.
Algumas obras mantêm um compromisso directo com o testemunho; outras priorizam a experimentação formal ou a performatividade. Isso mobiliza o visitante a alternar entre leitura documental e fruição estética.
Por que ver agora
Ver “Espectro” é uma oportunidade para acompanhar tendências da fotografia portuguesa neste momento específico, quando práticas tradicionais coexistem com investidas experimentais. Para profissionais e público geral, a mostra oferece referências úteis para entender como a imagem participa das discussões culturais contemporâneas.
Além disso, a exposição serve como ponto de encontro entre diferentes gerações de autores, o que facilita reflexões sobre transmissão, renovação de práticas e novas linguagens.
Datas e local: Museu Ibérico de Arqueologia e Arte (Abrantes), de 11 de julho de 2026 a 10 de janeiro de 2027.
O MIAA passa a ocupar um lugar central no calendário cultural nacional com esta proposta, que promete interessar tanto quem segue a cena fotográfica como quem procura uma experiência visual variada e provocadora.












