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O Governo anunciou esta sexta-feira um reforço do desconto sobre os combustíveis para atenuar subidas de preço relacionadas com o conflito internacional. A medida altera os abatimentos no preço por litro aplicados ao gasóleo e à gasolina, disse o ministro António Leitão Amaro.
Quanto serão os descontos
Para o gasóleo, o Governo fixou um desconto final de 7,4 cêntimos por litro. Segundo o executivo, trata-se de um reforço que inclui um abatimento adicional de 6 cêntimos acrescido do efeito do imposto.
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No caso da gasolina, o desconto anunciado é de 4,6 cêntimos por litro, o que equivale a 5,7 cêntimos com imposto, explicou o ministro em conferência de imprensa realizada no final do Conselho de Ministros, em Lisboa.
Por que o aumento do desconto
O Governo justificou a alteração com base em sinais de mercado: existe a expectativa de que operadores e revendedores venham a subir os preços. Face a essa informação, decidiu aumentar o apoio para limitar o impacto sobre os consumidores.
António Leitão Amaro sublinhou a intenção política por detrás da medida: “O Estado não lucra com a guerra”, afirmou, acrescentando que o mesmo princípio se aplica à inflação nos preços dos combustíveis.
O que significa para os condutores
Na prática, os descontos reduzirão o custo por litro face ao preço que seria praticado sem estas alterações fiscais. A medida atua diretamente no preço final no momento do abastecimento, embora o efeito real dependa das políticas comerciais de postos e distribuidores.
O anúncio tenta conciliar duas prioridades do Governo: atenuar a pressão sobre famílias e empresas e garantir que as receitas fiscais não aumentem em resultado de choques externos que elevem os preços dos combustíveis.












