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O Governo vai abrir uma fase final de negociação com os dois grupos que apresentaram ofertas vinculativas para adquirir 44,9% da TAP, anunciou na sexta‑feira o ministro da Presidência, António Leitão Amaro. A decisão segue a entrega, em 1 de setembro, do relatório da Parpública sobre os dois propostas ao executivo.
Negociações com os dois concorrentes
Leitão Amaro explicou que, apesar das diferenças entre as ofertas, a sua “avaliação global” é «muito próxima». Por esse motivo, o Governo optou por negociar em simultâneo com ambos os proponentes.
Governo negocia com os dois potenciais compradores da TAP
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O objetivo é forçar melhoras nas propostas, permitindo depois a escolha de «um único concorrente para a negociação finalíssima». Esta última fase deverá decorrer ao longo de algumas semanas.
Quem apresentou propostas
As ofertas vinculativas foram entregues por dois operadores internacionais: Air France‑KLM e Lufthansa. O processo público prevê a venda de até 49,9% do capital da TAP.

Do total, 5% do capital estão reservados aos trabalhadores. Se essa fatia não for subscrita pelos funcionários, o investidor selecionado terá direito de preferência para a adquirir.
Relatório da Parpública e critérios de avaliação
A Parpública remeteu ao Governo um relatório com a análise às propostas, que pondera vários elementos além do preço. Leitão Amaro sublinhou que o preço oferecido é «naturalmente um critério importante», mas não o único.
O caderno de encargos exige uma avaliação global que inclui, entre outros aspetos, as rotas propostas e o projeto industrial associado à oferta. As trajetórias de vendas e outros fatores estruturais também entram na ponderação.
Desempenho financeiro da TAP
Nos primeiros seis meses do ano, a TAP registou um prejuízo de 99,2 milhões de euros, que o Governo atribui, em grande parte, ao custo dos combustíveis. Ainda assim, Leitão Amaro destacou as «vendas historicamente elevadas» da transportadora nesse mesmo período.

Mandato do presidente executivo
Sobre o mandato do presidente executivo, Luís Rodrigues, que terminou no final de 2024, o ministro disse que o Governo ainda não tomou uma decisão.











