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À chegada a Roma, o presidente da República, António José Seguro, disse ter “grande confiança” de que o Papa fará uma visita a Portugal no próximo ano, relacionando essa expectativa com efemérides religiosas e diplomáticas que se aproximam em 2027. As declarações foram feitas junto à igreja de Santo António dos Portugueses, onde falou com jornalistas sobre a importância desse possível encontro.
Motivos e efemérides
Seguro apontou como contexto para o pedido as celebrações previstas para 2027, nomeadamente os 500 anos da criação da Nunciatura Apostólica em Lisboa e os 110 anos das Aparições de Fátima. Segundo o presidente, essas datas tornam a hipótese de uma visita papal particularmente relevante para Portugal.
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Questionado sobre uma resposta imediata, ele admitiu não saber se o Papa responderá já na audiência agendada para os próximos dias, mas reafirmou que deseja que a deslocação se concretize.
Apelos e prioridades
O chefe de Estado sublinhou que a voz do Pontífice tem peso em Portugal e pode contribuir para apelos públicos importantes. “Temos de acabar com as guerras”, afirmou, atribuindo ao Papa um papel no incentivo à diplomacia.

Como exemplo dos temas que justificam esse apelo, referiu a guerra na Europa e a situação no Estreito de Ormuz, que, disse, tem pressionado os preços dos combustíveis e, por extensão, o custo de vida.
Agenda oficial em Roma
A audiência de António José Seguro com o Papa Leão XIV está marcada para as 09h00 locais (08h00 em Portugal). Após o encontro, o programa inclui uma visita aos Museus do Vaticano.
Mais tarde, ao final da manhã, está prevista a inauguração da escultura “Encontro”, da autoria de Álvaro Siza Vieira, nos jardins do Vaticano.











