Alexandre Santos deixou o comando técnico do Nacional esta terça-feira, numa nova mudança que reforça a instabilidade dos clubes portugueses no arranque da época. A saída acontece depois de quatro jogos no banco e deixa o clube madeirense em zona de despromoção da I Liga — um problema que terá impacto direto já no próximo jogo, frente ao Sporting de Braga.
Contratado em setembro para suceder a João Gião, Alexandre Santos não conseguiu inverter a maré: somou quatro derrotas nos encontros que dirigiu, incluindo a eliminatória da Taça de Portugal contra a Sanjoanense (derrota por 1-0). O acumulado coloca o Nacional no 16.º lugar da I Liga, com apenas quatro pontos — todos conquistados antes da sua contratação.
Em comunicado, o clube anunciou que permanece à procura de um novo treinador para liderar a equipa até ao confronto com o Braga, agendado para domingo. A partida ganha ainda mais interesse porque o emblema minhoto oficializou hoje a saída do espanhol Carlos Vicens e a chegada de Franclim Carvalho.
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Vicens, que passou pouco mais de um ano à frente do Sporting de Braga, saiu após uma série negativa de resultados — três derrotas seguidas, incluindo uma frente ao Gil Vicente (2-1) — terminando um ciclo de 76 jogos com 46 vitórias. A mudança reforça uma tendência: esta I Liga já somou várias alterações de comando técnico nas primeiras jornadas.
A sequência de saídas não se limita aos dois clubes citados. Nos últimos dias houve movimentos em vários clubes da prova, alguns motivados por resultados na Taça de Portugal, outros pela sequência de maus desempenhos no campeonato.

O que muda na tabela técnica
| Jornada | Clube | Sai | Entra |
|---|---|---|---|
| 4.ª | Nacional | João Gião | Bruno Abreu (interino) |
| 5.ª | Nacional | Bruno Abreu (interino) | Alexandre Santos |
| 7.ª | Rio Ave | Sotiris Silaidopoulos | Vasco Seabra |
| 7.ª | Arouca | Vasco Seabra | Vítor Severino |
| 8.ª | Estoril Praia | Vasco Matos | Sérgio Raimundo (interino) |
| 8.ª | Famalicão | Carlos Carvalhal | — (a designar) |
| 8.ª | Sporting de Braga | Carlos Vicens | Franclim Carvalho |
| 8.ª | Nacional | Alexandre Santos | — (a designar) |
Entre as saídas mais recentes está também a de Carlos Carvalhal, que deixou o Famalicão depois da eliminação diante do Paredes (Liga 3) na Taça de Portugal. O clube famalicense soma apenas uma vitória no campeonato e ocupa o 13.º lugar, o que explica a decisão da direção.
Em Estoril, Vasco Matos saiu após oito jornadas — os canarinhos não venceram até ao momento — e no Rio Ave a direção trocou o comando técnico após um início de época pouco convincente, optando por Vasco Seabra. Estas mudanças, juntas, já configuram uma das temporadas mais turbulentas para treinadores desde o arranque do campeonato.
Para o Nacional, a imperatividade é clara: encontrar um treinador capaz de reunir pontos nas próximas rondas e evitar a descida. O calendário imediato não ajuda — além do jogo com o Braga, a equipa madeirense terá de recuperar confiança num contexto em que cada alteração técnica também traz custos de adaptação.
Do lado dos adeptos e das direções, a pressão por resultados imediatos tende a manter o mercado de treinadores activo nas próximas semanas. A sucessão de despedimentos e contratações alterou já o mapa das equipas e pode condicionar a estabilidade competitiva da I Liga durante o resto da temporada.











