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No próximo dia 18 de abril, o Centro Cultural Gil Vicente, em Sardoal, apresenta 22 beijos, um monólogo que coloca a finitude e o valor do quotidiano no centro do palco. A peça surge como uma reflexão atual sobre como vivemos quando confrontados com um prazo certo de vida.
O espetáculo
Assinada por Eduarda Freitas e protagonizada por Ángel Fragua, a montagem inspira-se numa história verídica para imaginar a rotina de um homem a quem restam apenas nove meses de vida. Em cena, Vitorino partilha memórias, pequenas afectividades e angústias — ora com ironia, ora com seriedade — numa linguagem que mistura riso e introspeção.
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Mais do que uma narrativa sobre a morte, a peça tenta responder à hipótese central: e se soubéssemos exactamente quanto tempo nos resta? A dramaturgia explora as decisões e os rituais que essa certeza poderia provocar, sem recorrer a melodrama.
Por que importa agora
Num contexto em que debates sobre cuidados de fim de vida e qualidade de existência ganharam atenção pública, um monólogo como este funciona como um convite ao diálogo. Para o público local, trata-se também de acesso a teatro de autor com preço acessível e programação apoiada por fundos públicos.
A presença de um espetáculo financiado pela administração cultural reforça a aposta na descentralização artística e na manutenção de pequenas salas como espaços de debate e encontro.
Informações práticas
- Data: 18 de abril
- Hora: 21h30
- Local: Centro Cultural Gil Vicente, Sardoal
- Bilhetes: 5 euros
- Venda: no próprio Centro Cultural ou através da plataforma Ticketline
- Financiamento: apoio da DGArtes, no âmbito da programação da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses (RTCP)
Para quem procura teatro conciso e de densidade emocional, 22 beijos promete uma reflexão clara sobre escolhas pessoais frente ao tempo limitado. A sessão em Sardoal é uma oportunidade para ver uma produção nacional que combina texto contundente e interpretação contida.
Os interessados devem adquirir bilhetes com antecedência, dada a capacidade reduzida da sala e o caráter íntimo da encenação.












