António Costa defendeu esta terça-feira, em Setúbal, que as propostas do PS para alteração do Orçamento de Estado “não visam transformar em bom o orçamento que este Governo apresenta, mas visam, desde já, procurar encontrar resposta para alguns dos problemas mais dramáticos com que a crise a que este Governo tem conduzido o País está a atingir milhares de famílias portuguesas e muitos setores de atividade”.

No encontro com militantes do Distrito de Setúbal, o candidato a Secretário-geral do PS, deixou vincado que as propostas do grupo parlamentar socialista incidem em áreas fundamentais como o “combate ao desemprego, apoio ao emprego, combate à pobreza e proteção do direito à habitação”.

A proteção aos desempregados é uma prioridade de António Costa, que recordou que o PS já propôs a “prorrogação por mais seis meses do subsídio social de desemprego”, de forma a “garantir a todo um mínimo de dignidade a todos os desempregados”.

O combate ao aumento da pobreza infantil, que pode comprometer o futuro coletivo, é outra das preocupações do PS que apresentou uma proposta de alteração ao Orçamento de Estado para 2015 que prevê “um aumento do abono de família significativamente acima da taxa de inflação”.

Além deste aumento do Abono, Costa defendeu igualmente a proposta dos socialistas que contempla “uma majoração de 15 por cento do abono de família para as famílias monoparentais”, bem como a “restauração dos passes escolares”.

Na defesa das famílias está também o direito à habitação. Nesta área, lembrou António Costa, o PS também já apresentou propostas de alteração ao Orçamento para 2015 nomeadamente a manutenção da cláusula de salvaguarda na atualização do IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis). “Que a cláusula de salvaguarda deixe se ser temporária e passe a ser uma cláusula permanente com a garantia de que em ano algum o IMI possa subir mais de 75 euros por ano em virtude de uma atualização abrupta do IMI”, insistiu António Costa. Neste âmbito, o PS também propôs a “suspensão das penhoras de casas” de famílias em situação difícil.

Reforçando sempre a ideia de que o Orçamento de Estado apresentado pelo atual Governo é um mau Orçamento, António Costa destacou a redução do IVA (Imposto Sobre o Valor Acrescentado) para a restauração como uma medida que pode “melhorar a competitividade e a capacidade do sector de criar empregos que são úteis e necessários na sociedade portuguesa”.

Na apresentação da Agenda para a Década, moção de estratégia que leva ao Congresso Nacional do PS, a realizar nos dias 29 e 30 de novembro, em Lisboa, António Costa, reforçou a ideia de que o caminho alternativo às políticas do atual Governo PSD-CDS, proposto pelo PS, passa pela valorização dos recursos, do território, da língua portuguesa e da posição geográfica do País. A modernização do tecido empresarial e da administração pública, o investimento na cultura e na ciência e o reforço da coesão social, são também prioridades do candidato a Primeiro-ministro. O encontro foi aberto com a intervenção do presidente da mesa da comissão política distrital, também Presidente da Câmara Municipal de Montijo, Nuno Canta, do presidente da estrutura distrital da Juventude Socialista, Ivan Gonçalves, e pela Presidente da Federação Distrital de Setúbal, que tem assumido o cargo de diretora nacional da campanha de António Costa, Ana Catarina Mendes.

O encontro teve um último momento de debate entre o candidato e as duas centenas de apoiantes presentes.

 

Federação Distrital de Setúbal

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